Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Na TV, Renan critica ajuste 'capenga' e quer meta de emprego na recessão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em seu pronunciamento para o Dia do Trabalho, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), propôs um pacto temporário que inclua meta de empregos, juros menores e desonerações para estimular a economia "enquanto durar a recessão". O vídeo foi ao ar na TV Senado e foi publicado no Youtube.
A proposta vai contra a nova política econômica do governo Dilma Rousseff, que está elevando juros e revendo benefícios tributários e trabalhistas para reduzir a inflação e melhorar o resultado das contas públicas.
"É preciso ter meta fiscal, claro. É preciso ter meta inflacionária, claro. Mas devemos definir, com igual rigor, a meta de empregos. Ainda mais durante o ajuste e a recessão da economia. Não podemos fazer um ajuste míope, capenga, meramente trabalhista", disse Renan em vídeo publicado na página do Senado na internet.
Renan também classificou o ajuste fiscal do governo como um "desajuste" que penaliza o trabalhador. Ele voltou a sinalizar que as medidas propostas por Dilma na área econômica e que dependem do Congresso não terão o seu apoio.
"O Congresso Nacional não fará o ajuste a qualquer preço", afirmou. "Por isso, proponho em nome do Congresso o Pacto em Defesa do Emprego. É um pacto temporário, transitório, com hora para acabar. Só permanecerá enquanto durar a recessão."
Entre as propostas estão "não criar nenhuma regra que prejudique o trabalhador" e dar estímulos para os setores mais intensivos em mão de obra, por meio de crédito dos bancos públicos com juros baixos e de compras governamentais direcionadas a esses empregadores, por exemplo.
Renan também quer manter a desoneração da folha de pagamento para as atividades que geram mais empregos. Uma das propostas do governo que está no Congresso é o aumento de alíquotas para empresas desoneradas de INSS, o que levará parte delas a perder o benefício do programa.
Disse ainda que o Congresso Nacional não será um mero espectador do ajuste fiscal, mas "o próprio fiscal do ajuste."
Renan afirmou que o Congresso ficará contra todos aqueles que, "venham de onde vierem, tentarem impor aos trabalhadores, aos mais pobres, mais sacrifícios, sobretudo neste momento em que a economia não vai bem."
"Neste 1º de maio, dia do trabalhador, sempre é preciso lembrar de que lado está o Congresso Nacional. O Congresso está e sempre estará ao lado dos trabalhadores", afirmou.
Além das desavenças com o governo, Renan trava uma queda de braço com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em torno do projeto sobre terceirização.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV