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Confronto no Paraná gera embate entre petista e tucano no Senado

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O confronto entre policiais militares e servidores do Paraná, nesta quarta-feira (29), reverberou no plenário Senado e provocou uma discussão entre o líder do PT, Humberto Costa (PE), e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). O petista classificou a ação como um massacre e cobrou um posicionamento do PSDB sobre o caso.
Em defesa do partido e do governador Beto Richa (PSDB), Ferreira elogiou a atuação da polícia e afirmou que os movimentos sociais alinhados ao PT protagonizam situações piores.
"Mais de 200 pessoas ficaram feridas em mais de duas horas, não de confronto, como a imprensa nacional tentou caracterizar. Confronto e conflito é quando as duas partes têm condições mínimas de equilíbrio para um enfrentamento. O que houve foi um massacre", afirmou Costa na tribuna do plenário.
O petista disse que a situação fiscal do Paraná, administrado pelos tucanos desde 2011, é grave e que o governo estadual gasta mais do que arrecada. "Logo eles, que tanto ecoam pelos quatro cantos que são grandes gestores da administração pública e sagrados protetores da eficiência do Estado", ironizou.
Ele comparou a atuação dos parlamentares tucanos no Congresso, contrários às medidas de ajuste do governo federal justamente por alterar direitos trabalhistas, enquanto no Paraná, a base aliada de Richa aprovou o projeto de lei que reduz repasses para pensões e transfere inativos de fundos previdenciários.
"O atraso no pagamento dos professores da rede estadual e a alteração do regime previdenciário da categoria caem como uma bomba sobre o novo discurso tucano de proteção dos trabalhadores. Como nunca foram reconhecidos por defender os direitos dos trabalhadores, e, sim, de grandes empresários e patrões, a contradição atual é interessante", afirmou.
Costa cobrou a presença de senadores tucanos, principalmente do presidente nacional da legenda, Aécio Neves (MG). "Onde está o PSDB para aqui defender o indefensável, defender uma gestão temerária e, acima de tudo, a violência cometida contra os trabalhadores?", questionou.
'ESTOU AQUI'
Ferreira pediu para falar: "Estou aqui". O tucano afirmou que a PM apenas impediu os servidores de invadir a Assembleia. "A ideia de que vinham acompanhar a votação é conversa mole. Iam impedir a votação, ocupar os lugares na Assembleia, os lugares dos representantes do povo, para impedir que a sessão se realizasse."
Ferreira comparou as ações de movimentos sociais alinhados ao PT que também terminaram em confronto. "Eu penso, meu caríssimo líder do PT, que o seu partido é o menos autorizado para, entre todas as agremiações políticas, preconizar a prudência e a moderação, porque quando se trata de promover os interesses políticos do seu partido, por via dos chamados movimentos sociais, não há moderação, o que há é a tentativa de impor na marra os seus pontos de vista", disse.
O senador disse ainda que Richa irá analisar se houve excessos da PM. "Eu confio na ponderação, no espírito democrático, na tradição democrática do governador Beto Richa para que ele mande proceder as apurações, com rigor, para que, se houve indícios de excessos que possam ser atribuídos a membros das forças de segurança, eles sejam punidos", disse.

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