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CPI quer ouvir funcionário que vazou dados de clientes do HSBC na Suíça

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A CPI do SwissLeaks no Senado aprovou nesta quinta-feira (30) um convite para ouvir o ex-funcionário do HSBC na Suíça Hervé Falsiani, responsável pelo vazamento de dados de cerca de 100 mil correntistas da instituição financeira europeia.
Os senadores vão analisar a disponibilidade de Falsiani vir ao Brasil. Caso não seja possível, pretendem encontrá-lo em Paris, onde ele vive. Como se trata de um convite, entretanto, Falsiani não é obrigado a prestar depoimento aos parlamentares.
O ex-técnico de informática do HSBC, que forneceu as informações sigilosas ao governo francês, já falou publicamente sobre a presença de brasileiros na lista de clientes do banco suíço.
Compareceram à sessão da CPI o jurista Heleno Torres e o delegado da Polícia Federal Wilson de Souza Filho, responsável pelo inquérito que apura as condições em que brasileiros mantêm contas no HSBC suíço.
Torres sugeriu que o Brasil siga o exemplo de outros outros países para recuperar valores que possam ter sido sonegados. Segundo o jurista, estima-se haver aproximadamente US$ 500 bilhões (US$ 1,5 trilhão) de brasileiros mantidos no exterior.
A ideia é sugerir uma espécie de anistia a quem tem dinheiro não declarado fora do Brasil.
Torres defende que o governo perdoe multas e outras sanções aos cidadãos que, espontaneamente, se dispuserem a recolher cerca de 30% de suas quantias guardadas no exterior.
"Por baixo, se essa proposta alcançar US$ 200 bilhões que pertencem a brasileiros, o retorno já seria de US$ 60 bilhões, pelo menos", calculou.
O delegado Wilson de Souza Filho disse aos senadores que a investigação sobre o caso está em fase preliminar.
SEM NOMES
Assim como a comissão, a PF ainda não teve acesso oficialmente à lista de brasileiros que têm ou tinham conta no HSBC da Suíça. Souza Filho afirmou, porém, que o inquérito está entre as prioridades da Polícia Federal.
O governo brasileiro já iniciou as tratativas com autoridades francesas para pedir o compartilhamento dos dados.
A CPI voltará a se reunir na próxima terça-feira (5), data em que está previsto o depoimento do presidente do HSBC do Brasil, André Guilherme Brandão.

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