Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Após confronto com ao menos 180 feridos, polícia desfaz cerco 

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

Após confronto com ao menos 180 feridos, polícia desfaz cerco 
Autor Apesar dos protestos, o projeto do governo Richa foi aprovado, por 31 votos a 20, depois de duas horas de confronto com manifestantes - Foto: Gazeta do Povo - Foto: Reprodução

ESTELITA HASS CARAZZAI
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Depois do confronto entre PMs e manifestantes que deixou pelo menos 180 feridos no Paraná -sendo 63 hospitalizados-, a polícia desfez nesta quinta-feira (30) o cerco em torno da Assembleia Legislativa, em Curitiba, que aprovou projeto que altera a previdência dos servidores públicos estaduais.

Dos 1.600 policiais escalados pelo governador Beto Richa (PSDB) para cercar o prédio nesta quarta(29), quando o projeto foi votado, restavam apenas quatro viaturas na manhã desta quinta. As grades de segurança foram retiradas, e a praça em frente ao local -onde ocorreram os conflitos com bombas de gás, balas de borracha e jatos de água- foi liberada.

Apesar dos protestos, o projeto do governo Richa foi aprovado, por 31 votos a 20, depois de duas horas de confronto com manifestantes.

Na praça, pela manhã, garis retiravam o que restou do acampamento dos manifestantes: um colchão inflável sujo de terra, lonas, uma vela da vigília das últimas noites, copos de plástico e uma bandeira da APP Sindicato (que representa os professores).

O número de feridos ainda é controverso: a Prefeitura de Curitiba diz ter feito 160 atendimentos na rede municipal e nos hospitais. Há ainda 20 policiais feridos, segundo o governo -o que soma os 180. Já a administração tucana afirma que foram 60 manifestantes feridos.

'LUTO'
Servidores e professores estaduais, que entraram em greve contra o projeto, fariam uma reunião pela manhã para definir os próximos passos. A ideia era fazer um ato em protesto contra a aprovação do projeto ainda nesta quinta, e estimular quem fosse solidário a vestir preto, num ato de "luto pela educação".

Nesta manhã, um grupo de 15 estudantes de pedagogia da PUC-PR foi à praça em frente à Assembleia vestido de preto e com cartazes pedindo "luto pela democracia e pela educação".

"A gente viu pela televisão. A vontade era chorar. Foi horrível", diz a estudante Suelen Fabris, 27. "Ele [Richa] não teve sensibilidade. Porque a população que estava aqui faz parte de quem o elegeu", comenta Josefa Dombroski, 41, também estudante da PUC.

BLACK BLOCS
Em entrevista à Folha nesta quarta, Richa defendeu a ação da PM e afirmou que que quem agiu com ''truculência'' não foi a polícia, mas black blocs identificados pelo governo na manifestação.
"Partiram para cima dos policiais com as grades de contenção e estavam preparando coquetel molotov quando foram detidos'', afirmou.

Richa acusou o PT e a CUT de inflar manifestantes. "O pessoal do PT, alguns do PMDB, PSOL e PSTU claro que instigaram. A CUT com presença forte aqui'', disse.

Perguntado se não houve violência policial, quando confrontado com as informações de que uma das orientações dos policiais era usar o cassetete quando necessário, Richa respondeu: "Tem que analisar melhor as cenas. Mas o relato que recebo da Segurança Pública é que não houve violência, só contenção da massa que vinha para cima deles tentando invadir a Assembleia, principalmente com spray de pimenta e gás de efeito moral''.
Veja vídeo

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV