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Renan cobra posição de Dilma sobre projeto que regulamenta terceirização

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MARIANA HAUBERT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fez nesta quarta-feira (29) uma cobrança à presidente Dilma Rousseff para que ela expresse publicamente a sua opinião sobre a proposta da regulamentação da terceirização no país, que tramita no Congresso.
O peemedebista tem segurado a análise do projeto no Senado por discordar da possibilidade de que todas as atividades sejam terceirizadas.
"O que se quer nesse momento é que a presidente diga claramente o que ela pensa do projeto, da precarização, do direito do trabalhador. Isso que ela precisa falar", afirmou.
A votação do projeto da terceirização provocou uma troca de acusações entre Renan e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente do Senado disse que, ao contrário dos deputados, não permitiria a redução de direitos trabalhistas. Renan chegou a acusar a Câmara de ter aprovado uma versão do projeto que dá "pedaladas" nos direitos dos trabalhadores.
Em resposta, Cunha ameaçou barrar na Câmara a tramitação de projetos vindos do Senado, entre eles a validação de benefícios tributários concedidos por Estados. Renan então acusou o deputado de promover uma controvérsia que atinge o "fortalecimento e a independência" do Congresso e que beneficia "aqueles que têm horror ao ativismo parlamentar".
Já o governo tem evitado publicizar o posicionamento da presidente por considerar que uma eventual votação contrária ao seu posicionamento signifique uma derrota do governo no Congresso.
VETO
Nesta terça, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que Dilma vetará o projeto, caso ele seja aprovada pelo Senado da mesma forma que foi aprovado pela Câmara, com a possibilidade de extensão da terceirização para todas as áreas.
Questionado sobre se esta seria o caminho mais adequado, Renan afirmou apenas que este seria "um desfecho de longo prazo".
Também nesta terça, o peemedebista cumpriu a promessa de dar tramitação lenta à proposta. Ele despachou o projeto para análise de quatro comissões, o que vai retardar a votação do texto no plenário da Casa.
Os líderes partidários têm a possibilidade de pedir urgência na votação do projeto, mas, como a maioria dos senadores defende uma discussão ampla do tema, a expectativa é que o texto siga lentamente todos os passos traçados por Renan.

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