Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

Governo do Maranhão cria grupo para investigar morte de líder indígena

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

CRISTINA CAMARGO
SÃO PAULO, SP - A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, por meio da Delegacia Geral, criou um grupo especial para apurar a morte do agente indígena de saneamento Eusébio Ka´apor, 42, da aldeia Xiborendá, da Terra Indígena Turiaçu.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, Eusébio foi assassinado na madrugada de segunda-feira (27) e o corpo foi encontrado enterrado, com perfuração de arma de fogo, no povoado Buraco do Tatu, no município de Santa Luzia do Paruá (a 395 km de São Luís).
A comissão será formada por delegados e investigadores.
Segundo informações do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), Eusébio foi morto com um tiro nas costas quando voltava da aldeia Jumu´e Ha Renda Keruhu, onde visitara o filho. Ele estava na garupa de uma motocicleta conduzida pelo indígena identificado pelas iniciais K.K.
Em nota, o Cimi informa que os dois indígenas foram abordados por dois homens encapuzados. Eles teriam tentado parar a moto e, em seguida, atiraram nas costas de Eusébio.
Segundo a versão do conselho, baseada no depoimento de K.K., Eusébio chegou a ser socorrido, mas morreu por volta de 20h30 de domingo (26), quando era levado para um hospital.
O agente de saneamento era uma das lideranças locais no combate à exploração ilegal de madeira na Terra Indígena.
Ainda de acordo com o Cimi, indígenas da região estão se reunindo na aldeia Xiborendá para exigir providências da polícia e da Funai (Fundação Nacional do Índio).
Segundo o Greenpeace, desde 2008 os Ka´apor alertam as autoridades sobre ameaças que seriam feitas por madeireiros e pedem providências contra a extração ilegal de madeira e o desmatamento.
Desde 2013, os indígenas realizam por conta própria ações de monitoramento e proteção territorial e ambiental da área e o conflito com os madeireiros ficou mais intenso.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV