Política

​MPF apresenta nova denúncia contra ex-tesoureiro do PT e Renato Duque

Da Redação ·
João Vaccari Neto e Renato Duque são denunciados novamente pela Lava Jato (Foto: Rede Globo)
João Vaccari Neto e Renato Duque são denunciados novamente pela Lava Jato (Foto: Rede Globo)

O Ministério Público Federal do Paraná (MPF) apresentou nesta segunda-feira (27) uma nova denúncia contra o tesoureiro afastado do PT, João Vaccari Neto, e contra o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. As informações são do G1.

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Eles e mais o executivo Augusto Mendonça, do grupo Setal Óleo e Gás foram denunciados por 24 atos de lavagem de dinheiro correspondente a R$ 2,4 milhões, a partir de informações da Operação Lava Jato.

Augusto Mendonça é um dos suspeitos investigados que firmou acordo de delação premiada para repassar informações sobre o esquema bilionário de corrupção, desvio e lavagem de dinheiro na Petrobras e outros órgãos públicos. A denúncia ainda precisa sere aceita pela Justiça Federal (JF) para que o trio vire réu em um novo processo. Esta não é a primeira denúncia contra Vaccari e Duque e está relacionada a 12ª fase da Operação Lava Jato. O ex-tesoureiro do PT, o ex-diretor e Mendonça já respondem por corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme a denúncia apresentada nesta segunda-feira, parte da propina paga pelo grupo Setal Óleo e Gás a Renato Duque foi direcionada a uma editora a pedido de Vaccari. A responsabilidade criminal de pessoas vinculadas à gráfica será apurada em investigações específicas, de acordo com o MPF.

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Na tentativa de dar a aparência de legalidade à movimentação, empresas do grupo Setal, Setec e SOG assinaram dois contratos falsos com a editora. O MPF argumenta que não houve prestação de serviços e que foram  emitidas notas frias.

Os procuradores envolvidos na força-tarefa da Lava Jato pediram a condenação dos réus à restituição de R$ 2,4 milhões, bem como ao pagamento, a título de indenização, de mais R$ 4,8 milhões.

Além disso, a pena para o crime de lavagem de dinheiro é de três a dez anos de prisão. A pena aplicada será aumentada de um até dois terços em razão da reiteração dos crimes e de terem sido praticados por organização criminosa.

O uso da gráfica De acordo com o MPF, Vaccari determinou que parte das propinas pagas por empreiteiras com contratos com a Petrobras fosse destinada a uma gráfica sediada em São Paulo.