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Após dúvida sobre vídeo, juiz Moro manda soltar cunhada de Vaccari

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ESTELITA HASS CARAZZAI
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - O juiz Sergio Moro decidiu nesta quinta-feira (23) soltar Marice Corrêa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do PT, que se entregou à Polícia Federal na última sexta (17).
A decisão ocorre após surgirem dúvidas se de fato é Marice quem aparece em um vídeo de uma agência bancária, que até então havia sido considerado uma prova de que ela realizava depósitos na conta da mulher de João Vaccari Neto, Giselda Rousie de Lima.
Os procuradores identificaram que era Marice quem aparecia no vídeo, e a acusaram de ter mentido em depoimento à polícia sobre nunca ter feito depósitos na conta da irmã Giselda.
Porém, segundo o advogado de Marice, Claudio Pimentel, quem aparece no vídeo é a própria Giselda, que se parece muito com a irmã.
"Enquanto se aguarda a elucidação completa da questão", disse Moro no despacho, ele decidiu indeferir a decretação da prisão preventiva e revogar a temporária.
Marice foi presa temporariamente na última sexta (17). Após cinco dias, sua prisão foi prorrogada por mais cinco por Moro, principalmente por causa do vídeo.
O juiz chegou a afirmar que os vídeos "não deixavam qualquer margem para dúvida" e acusava Marice de "faltar com a verdade flagrantemente".
A PF informou que irá fazer uma perícia das imagens e que deve apresentar um laudo preliminar até o fim da prisão temporária de Marice -ou seja, até o final desta semana. Moro, porém, alegou que, "diante da afirmação de que o laudo definitivo pode demorar", decidiu revogar a prisão imediatamente.
Apesar das dúvidas, o Ministério Público, na quarta (22), manteve seu posicionamento em favor da prisão da cunhada. Para o órgão, concluir que a mulher filmada se trata de Giselda, e não de Marice, é admissível "somente para argumentar".
Os procuradores afirmam que as circunstâncias da viagem de Marice ao Panamá, às vésperas de sua prisão, não foram totalmente esclarecidas (ela diz que estava em um congresso), e que sua explicação sobre a origem dos recursos para comprar um apartamento é "absolutamente fantasiosa".

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