Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Política

publicidade
POLÍTICA

PF rebate Janot e diz que não recebeu ordem para depoimentos da Lava Jato

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MÁRCIO FALCÃO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em meio ao desgaste com a cúpula do Ministério Público Federal sobre os rumos das investigações de políticos acusados de corrupção na Petrobras, a Polícia Federal divulgou nota nesta sexta-feira (17) sustentando que o STF (Supremo Tribunal Federal) não determinou ordem de preferência para os depoimentos do processo.
A afirmação da PF rebate despacho do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que levou à paralisação de depoimentos de sete inquéritos que estão relacionados a 40 investigados entre políticos e operadores do esquema, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.
Ao pedir a suspensão de parte das apurações, Janot afirmou ao ministro Teori Zavascki, relator do caso no Supremo, que são "atribuições exclusivas" da PGR "o juízo sobre a conveniência, a oportunidade ou a necessidade de diligências tendentes à convicção acusatória". O procurador-geral reclamou ainda que pediu para a PF paralisar a tomada de depoimentos, mas foi informado pela direção-geral do órgão que isso só seria feito a partir de decisão do STF.
Para Janot, a exigência era "desnecessária". Ele argumentou que a intenção era melhorar a "organização da estratégia" da investigação.
Em resposta ao procurador, a PF afirmou que todos os depoimentos tomados tiveram representantes do Ministério Público. De acordo com a entidade, são mais de cem pessoas para serem ouvidas nos inquéritos.
"Entre as determinações do STF, não consta uma ordem de preferência a ser observada para os depoimentos. Deve-se ressaltar, inclusive, que todas as oitivas realizadas até o momento contaram com a participação de membros do MPF", diz a nota da PF.
PRORROGAÇÃO
A instituição justificou ainda que pediu ao STF a prorrogação das investigações devido à demanda por diligências e depoimentos, seguindo norma prevista no regimento interno do tribunal, e requereu ainda "outras providencias consideradas essenciais para aprofundar as investigações, reforçando provas do inquérito".
"A Polícia Federal tem o compromisso em elucidar os fatos investigados e aguarda para retomar a execução das diligências. Como Polícia Judiciária da União, a PF age com o devido respeito a todas as instituições, bem como ao ordenamento jurídico brasileiro, velando por suas prerrogativas e autonomia funcional", afirma o texto.
Ao todo 48 políticos de sete partidos -PT, PMDB, PP, PTB, PSDB, PSB e Solidariedade- e dois operadores são investigados pelo Supremo.
Historicamente, o Ministério Público e a Polícia Federal travam uma guerra em relação a competências e atribuições para investigar casos. No caso da Lava Jato, os policiais reclamam do fato de o Ministério Público autorizar, por exemplo, que os investigados escolham o local dos interrogatórios.
Segundo procuradores, o Ministério Público recorreu ao STF para frear as apurações numa tentativa de "retomar as rédeas" do caso e mostrar força. Os procuradores ficaram incomodados com a ação da PF para marcar depoimentos e decidir quem seria ouvido, sem consulta prévia ao Ministério Público. A medida foi interpretada como uma movimentação dos investigadores da PF de buscar autonomia.
Numa contraofensiva, o Ministério Público teria oferecido a políticos que fossem ouvidos por procuradores. Janot, segundo a reportagem apurou, teria recebido queixas sobre o tratamento dispensado pelos delegados.
Já investigadores da PF sustentam que os procuradores estariam irritados com as articulações da categoria para conquistar autonomia funcional e orçamentária.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Política

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV