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STF precisava de alguém da advocacia, diz Lewandoski sobre Fachin

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MÁRCIO FALCÃO
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) elogiaram a indicação do professor Luiz Edson Fachin, 57, para a 11ª vaga da corte.
O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, afirmou que a corte necessitava de um representante da advocacia e que fica engrandecida com a escolha de um mestre acadêmico.
"Nós precisávamos de alguém da advocacia, com visão própria dos advogados, que enfrentam o outro lado do balcão. Penso que é um dos melhores nomes que o governo tinha a oferecer à sociedade e ao Parlamento. Tenho certeza que depois de aprovado, ele representará um grande serviço", afirmou o ministro.
Para o ministro Luís Roberto Barroso, a decisão de Dilma foi "extremamente feliz". Ele desejou sorte ao jurista, que terá que ter seu nome aprovado pelo Senado para chegar ao STF.
"Jurista de primeira linha, bom caráter e certamente será um grande juiz. Acho que é uma felicidade para o Supremo e para o país tê-lo aqui. Eu cumprimento a presidente pela escolha e torço para que o Senado seja leve", disse.
O ministro Marco Aurélio Mello também reforçou os elogios. "É um grande nome que irá somar ao Supremo", disse.
Marco Aurélio ainda aproveitou para reiterar as críticas pela demora de Dilma em indicar o futuro integrante do Supremo, escolha que se estendeu por 257 dias -8 meses e 14 dias.
"Se para indicar o candidato a uma cadeira no Supremo se demora 257 dias, o que podemos imaginar a administração pública em geral", afirmou.
Com a chegada do novo integrante, Lewandowski afirmou que uma das prioridade será a retomada do julgamento que definirá se os bancos devem pagar as perdas sofridas pelos correntistas em planos econômicos nas décadas de 1980 e 1990.
"Nós só não estamos pautando esse processo porque não temos quórum. Nós vamos pautar isso o mais rápido possível, é uma das prioridades da presidência", disse.

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