Política

Calheiros diz que é 'contradição' opinar sobre troca no comando do Turismo

Da Redação ·
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Jane de Araújo / Agência Senado)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) (Foto: Jane de Araújo / Agência Senado)

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira (14) que seria uma "contradição" ele participar do "debate" em torno da possível indicação do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para o comando do Ministério do Turismo.

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Atualmente, a pasta é administrada pelo ministro Vinicius Lages, afilhado político do presidente do Senado. De acordo com o Blog do Camarotti, a presidente Dilma Rousseff teve uma conversa reservada com o vice-presidente da República, Michel Temer, nesta segunda (13) para tratar do assunto.

Segundo o Blog, o que impede a nomeação de Alves para o primeiro escalão é a indefinição do destino de Vinicius Lages no governo. "Seria uma contradição inconcebível, eu, que defendo a redução do número de ministérios, a redução do número de cargos em comissão, ficar discutindo quem vai assumir ou quem vai ser exonerado de um ministério ou de qualquer cargo", afirmou Renan ao chegar ao Senado.

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"Eu acho que o simples fato de discutir esse assunto [troca no comando do Ministério do Turismo] já apequena a questão do ponto de vista do Congresso Nacional. [...] Não tem muito sentido colocar o presidente do Senado Federal na discussão de quem vai ser ministro, quem não vai ser ministro, quem vai ocupar cargo A, cargo B, cargo C, eu não quero participar desse debate", concluiu. Renan foi indagado por jornalistas sobre se não seria uma "contradição" defender a redução de ministérios, mas manter seu afilhado político Vinícius Lage, uma pessoa "ligada" a ele, no Turismo.

De acordo com ele, não cabe ao presidente do Senado "nomear ou exonerar" ninguém. "Eu estou defendendo a redução de ministérios, a redução de cargos em comissão, a reforma do Estado. Como é que eu posso agora dizer quem vai ficar no ministério, quem vai sair. Não me cabe abonar assinatura de ninguém", enfatizou.

Terceirização Durante a entrevista coletiva, Renan Calheiros também falou sobre o projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização no país. Na última quarta-feira (8), o texto-base foi aprovado pela Câmara, mas os deputados ainda precisam analisar os destaques (sugestões de modificações) apresentados ao texto. Após a Câmara concluir a votação, o projeto será encaminhado aos senadores.