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Tião Viana e Pezão negam ao STJ participação em esquema na Petrobras

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do Acre, Tião Viana (PT), negaram ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) as acusações de que teriam se beneficiado do esquema de corrupção da Petrobras.
O Ministério Público Federal pediu abertura de inquérito sobre eles em março. Pezão e Viana se manifestaram junto ao STJ no final do mês passado. Os dois desmentem as afirmações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pedem o arquivamento dos inquéritos.
Em depoimento, Costa disse que trabalhou para o "caixa dois" da campanha do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) ao governo do Rio em 2010, articulando uma doação de R$ 30 milhões. Pezão era candidato a vice na chapa.
"Nunca presenciei qualquer reunião em que o ex-governador Sérgio Cabral tenha pedido qualquer ajuda de campanha", disse Pezão.
O governador argumenta ainda que a acusação não faz sentido, já que, em 2010, ele e Cabral brigavam com a Petrobras pela ameaça de mudança no modelo de partilha dos royalties do petróleo, o que prejudicaria o Estado.
Sobre Tião Viana, Costa disse que ele recebeu R$ 300 mil em 2010, quando disputou o governo do Acre, por intermédio do doleiro Alberto Youssef.
Viana diz não ter autorizado ninguém a pedir doação para sua campanha. "Principalmente aos senhores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef", afirma.
"O manifestante [Tião Viana], em campanha eleitoral, não tinha tempo para identificar as pessoas doadoras, sejam físicas ou jurídicas, muitas, até hoje, não identificadas por ele", afirma a defesa do governador.
Segundo a defesa, se a contribuição foi resultado de propina, Viana "ignora, mas sempre repudiou condutas nessa espécie".

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