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Preso na Operação Lava Jato, Pedro Corrêa é transferido para Curitiba

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PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Detido na Operação Lava Jato, o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) foi transferido para Curitiba nesta segunda-feira (13). Corrêa chegou à Superintendência da Polícia Federal no Paraná no início da tarde e ainda passará por exame de corpo de delito.
Ele estava em Pernambuco e foi levado a Curitiba em um voo comercial. Condenado no julgamento do mensalão, o ex-deputado permanecia preso em regime semiaberto no interior pernambucano.
Na carceragem da PF no Paraná, há outros 14 presos da Operação Lava Jato, incluindo os ex-deputados André Vargas (ex-PT-PR) e Luiz Argôlo (SD-BA), também detidos na última sexta-feira (10).
Outras três pessoas presas temporariamente na mais recente fase da operação já foram ouvidas e devem ser liberadas já na terça-feira (14).
As prisões fazem parte da 11ª fase da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras e que, a partir de agora, também apura desvios na Caixa Econômica Federal e no Ministério da Saúde feitos a partir de contratos de publicidade.
O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ordens de prisão, afirmou que há provas de que Corrêa recebia "propinas periódicas" decorrentes de desvios na Petrobras até recentemente.
PROVAS 'CONTUNDENTES'
A defesa de Pedro Corrêa sustenta a ideia de que o ex-deputado firme um acordo de delação premiada para contribuir com a Justiça. Clóvis Corrêa Filho, que além de advogado é primo do ex-deputado, afirmou que as provas contra Corrêa citadas no despacho do juiz federal Sérgio Moro são contundentes.
"Não tem como fugir da Justiça, as provas são contundentes. Defendo que ele faça a delação para contribuir com o aperfeiçoamento do processo democrático", disse.
Para o advogado, o estado de saúde do ex-deputado --que é diabético, tem pressão alta e problemas cardíacos-- enseja cuidados. Por isso, ele deveria buscar atenuar uma possível nova pena com uma delação premiada.
"Ele sabe de muita coisa, inclusive como foi a nomeação de Paulo Roberto Costa [para a diretoria da Petrobras] junto ao [ex-presidente ] Lula", afirmou.
Na avaliação do advogado Clóvis Corrêa Filho, a necessidade de arrecadar fundos para financiar campanhas fez seu cliente "ir por um caminho errado".

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