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Investigado na Lava Jato vai assumir presidência nacional do PMDB

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RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A nomeação pela presidente Dilma Rousseff de Michel Temer para assumir a coordenação política de seu governo vai levar para o comando nacional do PMDB o senador Valdir Raupp (RO), um dos investigados na operação Lava Jato sob suspeita de participação no esquema de corrupção da Petrobras.
A decisão foi tomada na última quinta-feira (9), após conversa de Raupp com Temer e com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (AL), e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O senador esteve no gabinete de Cunha para combinar os acertos finais.
Temer é presidente do PMDB, mas vai se licenciar do cargo para se dedicar exclusivamente à articulação do governo e para não permanecer em um conflito político, o de oficialmente representar o governo, de um lado, e, de outro, o principal partido aliado ao PT na coalizão de Dilma Rousseff.
A intenção de Temer era indicar para a presidência do PMDB o senador Romero Jucá (RR), também investigado na Lava Jato, que tem dado declarações contrárias ao governo nos últimos tempos. Mas Raupp, que é o primeiro-vice-presidente da sigla, não abriu mão da indicação.
Nos bastidores, peemedebistas afirmam que ter o nome na lista de investigados na Lava Jato não representa problemas maiores enquanto não houver a denúncia do Ministério Público, que é o último passo antes da ação penal. Até porque além de Raupp e Jucá, estão na mira dos investigadores Cunha e Renan, dois dos principais caciques do partido.
Pesa contra Raupp a acusação do doleiro Alberto Youssef de que o esquema de desvios da Petrobras resultou em uma doação eleitoral de R$ 500 mil para a campanha do senador em 2010. O novo presidente do PMDB diz que a doação é legal e não envolveu desvio de conduta.

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