Política

Ex-deputado André Vargas é preso em nova fase da Lava Jato

Da Redação ·
Condenado, André Vargas 'erguia o punho e recebia propina', diz Moro -  (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)
Condenado, André Vargas 'erguia o punho e recebia propina', diz Moro - (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

A Polícia Federal (PF) cumpre a 11ª fase da operação da Lava Jato na manhã desta sexta-feira (10) em seis estados brasileiros e no Distrito Federal. De acordo com os policiais, serão cumpridos sete mandados de prisão, 16 de busca e apreensão, nove de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

Os seis estados envolvidos nesta fase são Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A ação foi batizada de 'Origem'. Ao G1, a PF confirmou que um dos presos é o ex-deputado André Vargas. Ele foi preso em um condomínio residencial em Londrina, no norte do Paraná, onde mora com a família. Também foram presos o ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD-BA), o irmão de André Vargas, Leoon Vargas, Pedro Correia, que já cumpre prisão pelo mensalão do PT, Ivan Mernon da Silva Torres,  Élia Santos da Hora, secretária de Argôlo e Ricardo Hoffmann, que é diretor de uma agência de publicidade. Todos os presos serão trazidos para a superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

A Operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março e 2014 e investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A última fase da  operação foi deflagrada no dia 16 de março deste ano e cumpriu 18 mandados judiciais. No dia 27 de março, duas pessoas foram presas em São e no Rio de Janeiro. No entanto, a ação não configurou como uma nova etapa da operação. A atual fase da investigação foi feita a partir da remessa das apurações do Supremo Tribunal Federal sobre fatos criminosos atribuídos a 3 grupos de ex-agentes político. 

Os crimes investigados nesta fase, conforme a PF, são: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência. A investigação desta fase também abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da Petrobras, desvios de recursos ocorridos em outros órgãos públicos federais, segundo a PF.

O processo da Lava Jato relacionado ao ex-deputado André Vargas estava em Brasília, noSupremo Tribunal Federal (STF), porém, retornou para a primeira instância, em Curitiba, depois que Vargas teve o mandato cassado, em dezembro de 2014, por quebra de decoro parlamentar. Desta forma, ele perdeu também o chamado foro privilegiado.

Vargas é investigado por ter usado um avião alugado pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo a Polícia Federal, o doleiro chefiou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões. Vargas também é suspeito de ter cometido tráfico de influência ao intermediar um contrato entre o laboratório Labogen e o Ministério da Saúde.

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Autoria/fonte: Adriana Justi Do G1 PR