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Funcionário da Câmara nega ter soltado roedores em CPI

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O assessor da Câmara dos Deputados detido sob a acusação de levar e soltar roedores durante sessão da CPI da Petrobras negou em depoimento à Polícia Legislativa ser o responsável pelo ato e disse disse que está sendo vítima de um equívoco.
Márcio Martins Oliveira, assessor comissionado da 2ª vice-presidência da Câmara, foi liberado logo em seguida após se comprometer a se apresentar à Justiça quando convocado. Ele não falou com jornalistas.
De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara, as imagens da sessão serão usadas na investigação e Oliveira deverá responderá por "tumulto em ato público -uma contravenção penal, ato considerado de menor poder ofensivo."
Por determinação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele foi exonerado de suas funções. O segundo-vice-presidente da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), afirmou que não tinha conhecimento do que seu funcionário faria e que repudia o ato.
Oliveira é servidor comissionado, ou seja, contratado por indicação política, ocupando a função de assistente de gabinete desde 9 de março, com salário mensal de R$ 2.300. Antes havia sido assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP).
Cunha também criticou a ação na CPI que ouvia o depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. "Essas coisas não combinam com o Parlamento, com a seriedade do trabalho que a gente quer fazer e está fazendo na Casa. Não pode uma CPI séria, ouvindo uma oitiva séria ter esse tipo de brincadeira", afirmou.

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