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Imbassahy diz que metrô de Salvador também recebeu recursos do PT

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Questionado por deputados petistas sobre irregularidades no metrô de Salvador envolvendo empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, o vice-presidente da CPI da Petrobras, Antônio Imbassahy (PSDB-BA), que era prefeito de Salvador à época do contrato, afirmou que a obra seguiu recebendo recursos dos governos estadual e federal do PT após sua saída.
"As mesmas empreiteiras que trabalhavam na minha época trabalharam com o governador Jaques Wagner [PT] neste metrô e trabalham hoje com o seu governador Rui Costa, do PT", afirmou Imbassahy, ao fim da sessão da CPI nesta terça-feira (7).
A Folha de S.Paulo mostrou que parte das empreiteiras acusadas de formarem um cartel na Petrobras já havia atuado no metrô de Salvador, cujo contrato foi assinado em 1999, e foram alvos da mesma denúncia.
Diante desse fato, o deputado Leo de Brito (PT-AC) chegou a dizer que Imbassahy ficava suspeito para continuar à frente da CPI.
Já o deputado Jorge Solla (PT-BA) afirmou que responsabilizar Imbassahy como prefeito seria o mesmo "absurdo" que dizer que a presidente Dilma Rousseff sabia das irregularidades na Petrobras.
Solla apresentou requerimento para convocar os funcionários da Camargo Corrêa acusados de envolvimento na fraude do metrô de Salvador e para obter documentos da Operação Castelo de Areia, que investigou o caso.
Imbassahy, porém, rebateu dizendo que Solla agiu com "desonestidade intelectual".
"[Vossa excelência] Não me constrange de maneira nenhuma. Essa é uma obra que tem a participação do governo federal, do governo do Estado e do governo municipal", disse o tucano.
"Essa obra foi iniciada na minha gestão e a matéria que saiu na Folha de S.Paulo não registra, até porque não existe, nenhuma citação ao meu nome em momento algum, tanto como no TCU ou como no Ministério Público Federal", afirmou Imbassahy.

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