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Paraná corta mais 24% dos comissionados

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Paraná corta mais 24% dos comissionados
Autor Em Londrina, Richa reforça apoio do Estado para a agricultura - Foto: Reprodução

Em um ano, o governo do Paraná reduziu em mais 24% o número de servidores comissionados. Em março de 2014, o estado tinha 4.248 funcionários em cargos de confiança, de livre nomeação. Em 2015, esse número caiu para 3.223. O corte foi linear: a redução foi de 25% nos cargos DAS, que tem os salários mais altos, e de 23% nas outras 15 faixas salariais inferiores.

Essa redução é parte das medidas de austeridade lançadas pelo governo. A economia de R$ 4,3 milhões mensais. O governo já extinguiu mil cargos comissionados, cinco secretarias também foram extintas ou unificadas, cortou ainda 20% dos gastos de custeio e os carros de representação e fez este ano um contingenciamento de R$ 11 bilhões no orçamento.

“Vamos continuar com os ajustes que estamos fazendo desde o primeiro ano de mandato. A austeridade é a marca deste governo e com esses cortes, vamos enxugar ainda mais a máquina para termos, além da eficiência necessária, menos gastos. Por conta da diminuição da atividade econômica em todo o país, há queda das receitas públicas, e temos que estar preparados para este momento que se apresenta, de recessão, desemprego, desindustrialização do Brasil”, disse Beto Richa em recente entrevista.

O peso dos comissionados no estado é relativamente pequeno. Pesquisa do IBGE revelou que, em 2013, o Paraná era o estado que menos gastava proporcionalmente com cargos de confiança em todo o país. Hoje, todos os 3.223 cargos de confiança custam ao governo R$ 13,6 milhões por mês (1% da folha mensal de pagamento), totalizando R$ 176,4 milhões em um ano – segundo dados do portal da transparência, os gastos totais com pessoal foram de mais de R$ 10,7 bilhões no ano passado.

Em média, os comissionados do governo do estado recebem R$ 4,2 mil de vencimentos – número praticamente estável em relação a 2014, considerando a tabela atual. Os salários variam entre R$ 1,2 mil e R$ 11 mil. O número de servidores efetivos exercendo funções gratificadas também caiu no mesmo período, mas em proporção menor. De 1.077 em 2014, passou para 924 em 2015 – uma redução de 14%. As funções gratificadas são uma espécie de cargo de comissão exclusivo para servidores do quadro permanente do estado.

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