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​Após protestos, Cunha diz que manifestantes só tumultuam

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​Após protestos, Cunha diz que manifestantes só tumultuam
Autor Temer disse que as manifestações fazem parte da democracia - Foto: Divulgação - Foto: Reprodução

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) voltou a enfrentar protestos na manhã desta segunda feira em Porto Alegre, onde participou de um evento realizado pela Assembleia Legislativa gaúcha para debater a reforma politica.

Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer, eram os dois principais convidados do evento com início previsto para as 9h. Contudo, pelo menos uma hora antes disso, manifestantes começaram a tomar conta do auditório Dante Barone, onde acontecia o debate.

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Com cartazes pedindo “reforma política para o povo”, “fora Cunha” e "corrupto", os manifestantes impediram que a mesa do evento pudesse começar os trabalhos. Toda a vez que os integrantes eram anunciados as vaias eram fortes, intercaladas com frases como:  “Cunha seu racista”, “vai se f****” e leva o Sartori (governador do RS) com você”.

Na mesa do evento, além de Temer e Cunha estavam as principais autoridades políticas do Estado, como  governador, o presidente da Assembleia, deputado Edson Brum (PMDB), o prefeito de Porto alegre, José Fortunati (sem partido) e autoridades do poder judiciário.

Além do tumulto e da mudança de local, o efeito dos protestos ficou evidente também sobre o ânimo dos palestrantes. Cunha começou com uma referência à intolerância e se ateve a questões mais técnicas a respeito das propostas de reforma existentes. Temer fez uma breve introdução a respeito da democracia e também discorreu sobre os modelos de reforma em discussão.

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Ambos se retiraram logo após a fala de Temer. Na saída, concederam coletivas separadas. Temer disse que as manifestações fazem parte da democracia, mas admitiu ter ficado surpreso pelo fato de elas não cessarem nem durante a execução do hino nacional.

Reafirmou que o PMDB está no governo, adiantou que a questão envolvendo a nomeação de Henrique Eduardo Alves para o ministério deve se resolver nesta semana e disse que as falas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre a presidente Dilma Rousseff (PT) tiveram seu conteúdo exacerbado.  As considerações de Levy envolvendo a capacidade de Dilma foram feitas durante palestra a estudantes, divulgadas pelo jornal Folha de São Paulo e motivaram uma nota por parte do ministro, lamentando a “interpretação” de suas declarações.

Confira matéria completa AQUI

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