Política

​Líderes de atos divergem sobre pedido de intervenção militar

Da Redação ·
Intervencionista carrega faixa, em inglês, a favor de governo militar em manifestação de SP Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas / Divulgação
Intervencionista carrega faixa, em inglês, a favor de governo militar em manifestação de SP Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas / Divulgação

A manifestação antigoverno realizada em São Paulo, no último domingo, contou com diferentes coletivos, entre eles, o Revoltados Online, Movimento Brasil Livre, Vem Pra Rua e SOS Forças Armadas. Este último, que defende uma intervenção militar no País, foi o que mais chamou a atenção (e o que mais causou controvérsia).

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Pelos selfies com as tropas de choque, pelos coros do hino nacional, pelas orações (com direito a “livrai-nos do mal e do comunismo”), pelos aplausos a um ex-agente do Dops, pelos discursos inflamados e por diversos outros motivos, a presença do movimento dividiu opiniões até mesmo dos líderes dos outros grupos que promoveram o protesto.

Marcello Reis, porta-voz do Revoltados Online, que luta pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e pelo fim do voto em urna eletrônica, garante que os coletivos articuladores não têm relação alguma um com o outro. Mesmo assim, diz não se incomodar em “compartilhar” a liderança dos atos com os intervencionistas. Pelo contrário.

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“Todos os movimentos, independente de suas bandeiras principais, têm um foco, que é a retirada da presidente.

O Vem Pra Rua não fala em impeachment, mas questiona a questão da Lava Jato. O pessoal da intervenção também não, mas quer tirar o PT do poder. Então o foco é um só. A participação de vários grupos diferentes fortalece o movimento como um todo. Agora ele já é um movimento brasileiro. Não é de uma pauta só, mas o foco é a retirada de quem está nos roubando”, disse ao Terra o representante do Revoltados Online.  

Outro grupo responsável pela organização é o Movimento Brasil Livre. Como o nome sugere, ele prega medidas clássicas do liberalismo, como redução do Estado, redução dos impostos e privatização de empresas estatais. De acordo com o coordenador Kim Kataguiri, o momento vivido pelo País fez com que o impedimento da presidente se tornasse também uma pauta urgente. Mas, aqui, os pedidos de intervenção militar não são bem vistos.

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