Política

​Presos na 10ª fase da Lava Jato farão exame no IML nesta terça, diz PF

Da Redação ·
Em suas 10 fases até o momento, a PF já cumpriu mais de 350 mandados de prisões preventivas - Foto: Divulgação
Em suas 10 fases até o momento, a PF já cumpriu mais de 350 mandados de prisões preventivas - Foto: Divulgação

Os cinco presos da décima fase da Operação Lava Jato, que foram trazidos para Curitiba na noite de segunda-feira (16), farão o exame de Corpo de Delito no Instituto Médico Legal (IML) na manhã desta terça-feira (17).

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A informação foi confirmada ao G1 pela Polícia Federal (PF), que afirmou ainda que os detidos possivelmente também sejam ouvidos ao longo do dia. Entre os detidos está o ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque. Os demais presos são: Adir Assad, Lucélio Goes, Sônia Marisa Branco e Dario Teixeira Alves. Depois da realização do exame no IML, procedimento padrão após a prisão, o grupo voltará ao cárcere para aguardar o momento dos depoimentos. A Operação Lava Jato completa nesta terça-feira um ano desde que PF fez as primeiras prisões em um posto de gasolina no Distrito Federal.

Os primeiros 81 mandados de busca e apreensão de então resultariam na maior operação contra corrupção já deflagrada no país, que investiga um esquema de desvio de recursos da Petrobras, movimentando R$ 10 bilhões.

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Em suas 10 fases até o momento, a PF já cumpriu mais de 350 mandados de prisões preventivas, temporárias, busca e apreensão e condução coercitiva (quando o investigado é levado a depor).

Ao todo, 22 pessoas estão presas – a maioria está na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Duque desembarcou na capital paranaense em um avião de carreira, que partiu do Rio de Janeiro, onde ele foi detido, em casa. Esta é a segunda vez que ele termina preso durante as investigações da Lava Jato. Em dezembro, quando os policiais deflagraram a sétima fase da operação, o ex-diretor foi detido, mas conseguiu um habeas corpus dias depois.

Ele foi apontado pelo Ministério Público Federal como beneficiário de dinheiro desviado da Petrobras, por meio de contratos superfaturados, com construtoras que prestavam serviços à estatal. Na época em que trabalhou na empresa, ele chegou ao cargo de Diretor de Serviços. Contra ele conta o depoimento de um subordinado, Pedro Barusco, que exercia o cargo de gerente da mesma área. Barusco fez um acordo de delação premiada e já devolveu mais de R$ 100 milhões desviados dos cofres da estatal.