Número de vagas divide vereadores em Apucarana

Apesar de em 2013 a Câmara de Apucarana ter aprovado o aumento do número de vereadores de 11 para 19 para a próxima Legislatura 2017/2020, não há consenso na Casa sobre a medida tomada. Há aqueles que aprovam a elevação para 19 e mantêm esta posição e há também os que não concordam, opinando que o Legislativo deveria permanecer com 11 cadeiras como está hoje.
Pesquisa feita pela reportagem da Tribuna junto à Casa de Leis aponta que cinco vereadores são favoráveis à elevação do número de vagas para 19. São eles Alcides Ramos Júnior (DEM), Aurita Bertoli (PT), Gilberto Cordeiro de Lima (PMN), Luiz Cordeiro Magalhães (PT) e Mauro Bertoli (PTB).Os vereadores Luciano Molina (PMDB) e Telma Reis (PMDB) defendem a permanência do número atual, que é 11. J
osé Eduardo Antoniassi (PSDB) considera que 15 seria o número ideal, enquanto José Airton Deco de Araújo (PR) e Antonio Ananias (PSDB) não têm posição definida. Já o vereador Vladimir José da Silva (PDT) não foi localizado pela reportagem e não atendeu às ligações.
DISCUSSÃO - O presidente da Câmara, vereador Deco, diz que não tem uma posição definida sobre o assunto, porém considera que isto ainda pode ser discutido no Legislativo. “Nós vamos sentar com todos os vereadores e analisar a situação”, afirma Deco.
“Eu só não entendo por que o Observatório Social iniciou esta discussão sem antes procurar a Câmara. Eu não fui procurado como presidente do Legislativo e nem os demais vereadores para discutir o assunto”, afirma. “Toda esta conversa tinha que começar pela Câmara, porque a elevação do número de vagas foi aprovada aqui”, afirma Deco.
ADEQUAÇÕES - O vereador Alcides Ramos Júnior (DEM), que já presidiu a Câmara de Apucarana, diz que no passado defendia a permanência de 11 vereadores. No entanto, ele avalia que pelo crescimento de Apucarana na área urbana e pelo número de habitantes hoje, a população precisa ter maior representatividade no Legislativo.
Ele observa que têm bairros importantes que não têm vereador, caso da Vila Reis, do Distrito do Pirapó e da Caixa São Pedro, entre outros.Na sua opinião, se a questão é financeira e de espaço físico, isto pode ser resolvido. Basta reduzir o número de servidores comissionados e fazer adequações de salas.
Além disso, o valor do repasse do Executivo para o Legislativo não muda. “Mas que haja uma maior representatividade do povo na Câmara”, afirma Alcides, observando porém que respeita a opinião de todos os companheiros da Casa.
