Política

Alvaro Dias reitera pedido de criação de CPI para investigar o BNDES

Da Redação ·
Jefferson Rudy/Agência Senado
Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) afirmou nesta quinta-feira (19) em Plenário que não é hora para criar uma nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar denúncias de irregularidades na Petrobras, caso que, em sua opinião,  está sendo bem conduzido pelo Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal. Para ele, o momento é de investigar supostas irregularidades nos empréstimos do governo brasileiro, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a países governados por ditadores.

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Alvaro Dias mencionou o fato de que a escola de samba Beija-Flor, que foi campeã do carnaval do Rio de Janeiro deste ano, teve o patrocínio do governo da Guiné Equatorial, país africano comandado por um ditador. E lembrou que ainda aguarda o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, mandado de segurança que obriga o governo brasileiro a fornecer informações sobre as condições dos empréstimos concedidos pelo BNDES à Venezuela, ao Paraguai, a Cuba e a alguns países africanos.

O senador lamentou que esses empréstimos tenham sido concedidos com o apoio do Congresso Nacional, que aprovou as transferências de recursos dos cofres da União para o BNDES, e, pior do que isso, não derrubou projetos que perdoaram as dívidas contraídas por esses países com o governo brasileiro.

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Isso é "inaceitável", afirma Alvaro Dias, argumentando que o povo brasileiro sofre com serviços públicos de péssima qualidade enquanto o dinheiro que poderia mudar isso está sendo investido em outros países.

- As obras são entregues àquelas empresas empreiteiras que chegam com os recursos para a sua execução. E, nesse caso, a licitação não prepondera. Não há nenhuma preocupação com a seriedade e correção dos procedimentos no ato de escolha de quem realiza a obra, dando margem ao surgimento de empresas que se organizam paralelamente para o repasse de recursos e ocultação de valores de forma desonesta, incluindo aí o pagamento de propina a burocratas de outras nações - denunciou o senador.