Política

Governo tenta diálogo com APP para encerrar a greve

Da Redação ·
Vários veículos realizaram uma carreata, em apoio à greve, ontem pelo centro de Apucarana - Foto: Dirceu Lopes
Vários veículos realizaram uma carreata, em apoio à greve, ontem pelo centro de Apucarana - Foto: Dirceu Lopes

O Governo do Estado comunicou na tarde de ontem que agendou uma reunião com a direção da APP-Sindicato, que representa os professores estaduais, para discutir o fim da greve da categoria e o início das aulas.

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O encontro foi marcado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, e vai acontecer no Palácio Iguaçu às 14h30 da próxima quinta-feira (19). A manobra ocorre após uma semana marcada pela pressão da categoria contra o pacote de medidas do governo do Estado que afeta as carreiras dos educadores, que exigem também o pagamento de benefícios atrasados. 

Ontem em Apucarana, professores voltaram a protestar nas ruas e, apesar do agendamento da reunião, representantes da categoria descartam a possibilidade de as aulas começarem logo após o Carnaval.  “Não há motivo para parar a greve, sendo que ainda não tivemos nenhum objetivo alcançado. Conseguimos superar a primeira fase do projeto, mas ainda temos outras questões a serem revistas”, reitera o diretor de comunicação do núcleo sindical da APP-Sindicato em Apucarana, João Luiz Calegari, diretor do Colégio Estadual Nilo Cairo.

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Ontem, os protestos foram mais brandos em Apucarana. Pela manhã, manifestantes decidiram reabrir o Núcleo Regional de Educação (NRE), após a desocupação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. O núcleo havia sido trancado na quinta-feira pelos grevistas. À tarde, a categoria promoveu uma carreata no centro da cidade, partindo do Lago Jaboti. Os manifestantes ainda fizeram uma avaliação das ações, durante reunião na Praça Rui Barbosa.  Hoje, outro grupo de professores do núcleo sindical de Apucarana segue para a capital do Estado.

O intuito é que eles revezem com outros profissionais da educação que estão acampados em frente à Alep em vigília.  “Esta é uma greve grande e por tempo indeterminado, infelizmente”, pontua Calegari. Na próxima quarta-feira, a categoria volta a se reunir em carreata marcada para às 15 horas.