Política

Manifestantes invadem pátio da Alep, e governo adia 'pacotaço'

Da Redação ·
Pátio da Assembleia Legislativa do Paraná fica lotado de manifestantes na tarde desta quinta-feira (12) (Foto: Sabrina Coelho/ G1)
Pátio da Assembleia Legislativa do Paraná fica lotado de manifestantes na tarde desta quinta-feira (12) (Foto: Sabrina Coelho/ G1)

Após manifestantes invadirem o pátio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, o secretário-chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra, pediu a retirada do “pacotaço”, que é o conjunto de medidas de austeridade proposto pelo governador Beto Richa (PSDB), para revisão. A mensagem para a retirada foi enviada ao presidente da Casa, o deputado Ademar Traiano (PSDB), na tarde desta quinta-feira (12).

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No comunicado, é justificado que o reexame vai ocorrer "em virtude das manifestações ocorridas, também para garantir a integridade física e segurança das senhoras e senhores parlamentares”. Segundo a Casa Civil, a mensagem de retirada foi feita a pedido do governador.

Com a invasão, policiais que isolavam a Alep fizeram o uso de bombas de efeito moral e de balas de borracha. Mesmo assim, os manifestantes seguiram em frente e só começaram a deixar o local quando foi anunciada a retirada do pacote de medidas.

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Até as 17h, a Polícia Militar (PM) não soube informar se houve feridos no confronto. Nesta quinta e na quarta-feira (11), as sessões foram realizadas no restaurante da Casa, pois, desde terça (10), o Plenário está ocupado por servidores estaduais, que protestam contra o “pacotaço” de Beto Richa. Os deputados pretendiam, na sessão desta quinta-feira, votar o novo requerimento para a formação da Comissão Geral, que foi apresentado pelo líder do governo na Alep, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), na quarta, para a análise do “pacotaço”. O requerimento precisou ser apresentado novamente, já que a sessão de terça foi cancelada devido à ocupação.

O pacote de medidas foi apresentado aos deputados estaduais em regime de urgência no dia 4 de fevereiro e visava, de acordo com o Executivo, equilibrar as finanças do estado.

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