Política

Ministro defende ajustes fiscais e diz que medidas terão curto prazo

Da Redação ·
Ministro Pepe Vargas - Foto: arquivo
Ministro Pepe Vargas - Foto: arquivo

BRASÍLIA, DF - O ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) voltou a defender nesta quinta-feira (12) os ajustes fiscais promovidos pelo governo no início do ano por meio de mudanças em direitos trabalhistas e previdenciários. 

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Em palestra para servidores do governo responsáveis pela interlocução com Estados e municípios, o ministro seguiu a cartilha determinada pela presidente Dilma Rousseff e pediu para que eles defendam os ajustes. 

"Sei que tem causado muita apreensão o fato de o governo dizer que precisa fazer ajuste mais forte no aspecto fiscal, mas na realidade temos que deixar claro que isso não é processo de longo prazo, é ajuste de curto prazo, porque todos nós sabemos que desoneramos muito a questão tributária", disse. 

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Na primeira reunião ministerial do seu segundo mandato, Dilma pediu para que todos os seus 39 ministros travassem a "batalha da comunicação" para defender os projetos do governo. 

As propostas foram enviadas para o Congresso por meio de duas medidas provisórias que precisam ser aprovadas para que eles sejam mantidos. 

A Folha de S.Paulo mostrou nesta terça-feira (10) que até parlamentares dos partidos que apoiam o governo no Congresso, inclusive do PT, começaram a se mobilizar para barrar ou atenuar o impacto das medidas do pacote, que reduz benefícios trabalhistas e previdenciários em busca uma economia de R$ 18 bilhões neste ano. 

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Em contrapartida, Pepe afirmou que o governo não irá retirar direitos, mesmo que seja necessário fazer correções. "Não temos objetivo de recuar, retirar direitos, mesmo que tenhamos que fazer eventualmente correções em benefícios que são direitos do povo brasileiro e dos trabalhadores como são esses ajustes e correções que a gente pretende fazer no seguro-desemprego, defeso, abono, na pensão", disse. 

No discurso para os servidores, Pepe explicou que diante da crise econômica internacional o governo foi obrigado a fazer desonerações para dar mais competitividade aos setores nacionais, mas a estratégia acabou tendo impacto forte na arrecadação. 

"Agora precisamos de fato fazer ajuste. E é no primeiro ano de governo que se faz esse ajuste. E precisamos deixar claro para parceiros de municípios e Estados que o ajuste tem objetivo de equilibrar o processo fiscal para que no próximo período possamos dar continuidade ao nosso projeto", afirmou aos servidores. 

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CONGRESSO 

Ao final da reunião, Vargas minimizou a escolha do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) como líder do PMDB na Câmara. O parlamentar é considerado da ala rebelde do partido e fez campanha para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa pela Presidência no ano passado, que acabou derrotado pela petista. 

Questionado se a eleição de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a presidência da Casa e de Picciani para a liderança não seria "demais", Vargas afirmou que não tem nenhum problema com o deputado. 

"[O governo] não está tremendo nas bases porque o PMDB elegeu seu líder. É um processo tranquilo. Já falei com o Picciani ontem", disse.