Política

Alckmin confirma secretário da Fazenda e fala em 'maior rigor fiscal'

Da Redação ·
Foto: arquivo
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SÃO PAULO, SP - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), confirmou nesta sexta-feira (12) o economista carioca Renato Villela como novo secretário estadual da Fazenda.

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No anúncio, o tucano defendeu que o próximo ano, cuja perspectiva é de um cenário econômico adverso, será de "maior rigor fiscal" nas finanças estaduais. 

"Nós estamos preparando um conjunto de medidas nesse sentido, sempre procurando não reduzir o investimento", disse. Segundo a reportagem apurou, no entanto, o governo estadual avalia que é pouco provável que os investimentos não sofram impacto na previsão de gastos para o ano que vem. 

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Villela foi secretário da Fazenda do Rio no segundo governo Sérgio Cabral (PMDB), de 2010 até julho deste ano. Ele antes foi secretário-adjunto do Tesouro Nacional, durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

No governo do Rio, o economista trabalhou com o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, seu antecessor na Secretaria da Fazenda. Eles foram contemporâneos no governo FHC, quando Levy atuou na Secretaria de Política Econômica da Fazenda. 

Especialista em finanças públicas, Villela acompanhou os programas de ajuste financeiro negociados pela União com os Estados no governo Fernando Henrique e trabalhou também no FMI (Fundo Monetário Internacional). 

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O atual secretário da Fazenda de Alckmin, Andrea Calabi, que ocupou o cargo desde o início do governo Alckmin, em 2011, já havia anunciado que deixaria o governo estadual neste ano. 

Segundo a reportagem apurou, emissários do governador convidaram antes para a Fazenda o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal, que foi secretário do Tesouro Nacional no governo FHC, mas ele não se mostrou disposto a assumir a função. 


BOLSONARO 

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Após o evento, questionado sobre a declaração do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), segundo a qual não estupraria a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) porque ela "não merece", Alckmin definiu a fala como "infeliz". 

Segundo o tucano, que evitou se posicionar sobre a possibilidade de cassação do mandato do deputado federal, cabe ao Congresso Nacional avaliar se houve quebra de decoro parlamentar no episódio. 

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"A declaração foi infeliz, mas é um assunto do Congresso Nacional. Cabe ao Congresso Nacional avaliar", disse. 

Nesta quinta, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que o parlamentar carioca "extrapolou o bom senso" e defendeu a cassação de seu mandato. 

O CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos) informou também na quinta que acionará a Procuradoria-Geral da República contra o deputado federal. 

O órgão público anunciou que também entrará com uma representação junto à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados para pedir a cassação de Jair Bolsonaro.