Política

Crise econômica internacional 'afetou profundamente' o Brasil, afirma Dilma

Da Redação ·
Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR
Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR

QUITO, EQUADOR - A crise econômica internacional "afetou profundamente" o Brasil e a integração dos países sul-americanos ganha importância em um cenário "cada vez mais conturbado pelas incertezas de ordem política e econômica". 

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A avaliação foi feita pela presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira (5), em cúpula da Unasul, bloco que reúne os 12 países do continente. "Todos nós sabemos que a recuperação da crise que começou lá atrás, em 2008, ainda é tênue", disse. 

Em um discurso de cerca de 14 minutos, ela exaltou as eleições recentes na região --inclusive a do Brasil-- e defendeu maior diversidade da produção local, "sob pena de ficarmos presos ao círculo vicioso da mera exportação de matérias primas". 

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"Não basta considerar esses recursos [naturais] apenas como grande vantagem comparativa regional. É preciso transformar esses recursos em ferramentas efetivas de diversificação produtiva e desenvolvimento social, sob pena de ficarmos presos ao circulo vicioso da mera exportação de matérias primas", argumentou. 

Para Dilma, o cenário atual de queda nos preços das commodities exige essa mudança. "Principalmente no caso de petróleo, o desafio do desenvolvimento é ainda maior. Temos diante de nos compromissos históricos a cumprir, tarefas cuja realização será crucial para o nosso futuro." 

A presidente destacou ainda a necessidade de maior integração física entre os países --por meio de infraestrutura logística e energética-- e apontou a importância da Unasul, afirmando que o bloco consolida "a América do Sul como exemplo de paz, união, em um mundo cada vez mais conturbado pelas incertezas de ordem política e econômica". 

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ELEIÇÕES 

Ao destacar avanços sociais recentes nos países, Dilma elencou vitórias como a de Tabaré Vasquez no Uruguai, Michele Bachellet no Chile e sua vitória nas últimas eleições. 

"Nessas eleições, saiu vitoriosa a agenda da inclusão social, do desenvolvimento com distribuição de renda e portanto, do combate a desigualdade e da garantia de oportunidades, que caracteriza a nossa região nos últimos anos", disse. 

"No Brasil, logramos pela quarta vez consecutiva renovar o apoio da sociedade a um projeto que culmina em inclusão social, combate à pobreza e busca da competitividade da nossa economia", completou.