Política

Manifestantes permanecem fazendo apitaço na entrada da Câmara

Da Redação ·
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Cerca de 60 manifestantes tentaram entrar no Congresso Nacional pela Chapelaria para impedir a votação projeto do governo (PLN 36/14) que altera a forma de calcular o superavit primário, mas foram barrados pela Polícia Militar e pela Polícia Legislativa. Cerca de 20 deles permanecem no local até agora, fazendo um apitaço.

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Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o PT e a presidente Dilma Rousseff e queriam acompanhar a sessão de votação nas galerias do Plenário.

O cantor Lobão veio a Brasília para participar do movimento e tentou liberar a entrada dos manifestantes com os parlamentares da oposição, mas não teve sucesso. Ele pôde entrar, mas saiu em seguida.

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"Eu só quero dizer isso: eu estou aqui para liberar as pessoas. A gente veio aqui, todos nós, para fazer uma pressão genuína, democrática contra um golpe contra o povo brasileiro. Então, é genuíno. É inconcebível uma votação ocorrer sem a presença do povo na casa do povo. Basicamente é isso: Nós temos duas possibilidades: ou os parlamentares vêm aqui nos acudir ou a gente vai até o Supremo pedir uma liminar para que o povo entre"

O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), defendeu a restrição de pessoas para acompanhar a votação do projeto nas galerias no Plenário. Ele citou reportagem datada de 2001, que dizia que o então presidente da Câmara à época, Aécio Neves, restringiu o número de manifestantes para acompanhar projeto de interesse do governo Fernando Henrique: "Matéria de 29/11/2001 e é intitulada: Aécio limita entrada no Plenário da Câmara. O esquema de segurança montado na Câmara dificultou ainda mais o acesso de manifestantes às galerias do Plenário. O presidente da Casa à época limitou apenas a 60 pessoas o acesso ao local onde é possível acompanhar as votações. A CUT obteve liminar do Supremo Tribunal Federal para garantir a entrada de 120 pessoas. Aécio considerou a liminar como interferência do Judiciário."