Política

Dilma Rousseff cancela anúncio de novos ministros

Da Redação ·
 Dilma nega credenciais  a embaixador da Indonésia  - Foto: Arquivo
Dilma nega credenciais a embaixador da Indonésia - Foto: Arquivo

A presidente Dilma Rousseff não anunciou durante a semana os nomes dos novos ministros que integrarão a sua equipe econômica. A informação é da Secretaria de Comunicação da Presidência, que não especifica nova data.

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O anúncio estava previsto para a tarde de ontem, após o fechamento da Bovespa, segundo assessores presidenciais. Segundo a Folha de S.Paulo apurou, Joaquim Levy deverá ser o novo ministro da Fazenda e Nelson Barbosa assumirá como titular do Planejamento.

A reportagem apurou ainda que Barbosa esteve no Planalto ontem e que Levy está em Brasília. Ambos já integraram a equipe econômica no primeiro governo. Levy foi secretário do Tesouro e Barbosa, ex-secretário-executivo da Fazenda.

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Senador pelo PTB e candidato derrotado ao governo de Pernambuco, Armando Monteiro assumirá o Ministério do Desenvolvimento e Indústria. Além da equipe econômica, Dilma iria anunciar a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, era a primeira escolha da presidente para o Ministério da Fazenda, mas ele recusou o convite de Dilma.

Trabuco esteve com a presidente na quarta-feira (19), quando agradeceu o convite, mas disse que não tinha condições de aceitar por causa de compromissos assumidos com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão.

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Diante da recusa de Trabuco, Dilma passou a avaliar três nomes para formar sua equipe econômica: Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini, atual presidente do Banco Central.

TESOURO

Secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, criticado pelo empresariado por causa de seu estilo intervencionista, deve ser substituído pelo atual diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo.

Um dos principais porta-vozes do BC, Hamilton é considerado o representante da ala ortodoxa do BC. Coube a ele externar críticas da instituição à política fiscal do governo. Na última terça-feira (18), por exemplo, afirmou que seria importante restabelecer a confiança em relação ao compromisso do futuro governo com a melhora das contas públicas.