Política

Marta Suplicy pede demissão do Ministério da Cultura

Da Redação ·
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

BRASÍLIA, DF - A ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT-SP), enviou na manhã desta terça-feira (11) sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff.
A informação foi confirmada pela assessoria do ministério. Com isso, ela deve reassumir sua vaga de senadora, cujo mandato vai ainda até janeiro de 2019.

continua após publicidade

Marta tomou posse na pasta da Cultura em setembro de 2012, no lugar da então ministra Ana de Hollanda. Já foi prefeita de São Paulo (2001 a 2004), deputada federal (1995 a 1998) e ministra do Turismo (2007 a 2008).

Sua substituta imediata na pasta é a secretária executiva Ana Cristina Wanzeler, que também já foi superintendente nacional de repasses da Caixa. Ainda não há nome para ser efetivado ao cargo de ministro.

continua após publicidade

INCIDENTE
A saída de Marta da equipe de Dilma já era esperada para as próximas semanas após as eleições.

Contra ela, pesava um jantar que ofereceu a partidários do lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Marta foi porta-voz do "volta Lula".

Ela exonerou os petistas do ministério para dar lugar ao PC do B. Um incidente, porém, foi decisivo para selar seu destino.

continua após publicidade

Durante uma carreata na zona sul de São Paulo, Marta se irritou ao saber que seu suplente no Senado, o vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP), era quem ocuparia o caminhão reservado à presidente Dilma Rousseff. Para Marta, estava destinado uma vaga no segundo carro alegórico

O incidente ocorreu em setembro, em Santo Amaro, reduto de Antônio Carlos. Marta subiu no carro de Dilma mesmo assim. Antes bateu boca com o presidente do PT, Rui Falcão, dizendo que ela é quem tem voto na região. Não o presidente do partido.

Falcão -que já foi fervoroso aliado de Marta- levou o caso ao conselho da campanha de Dilma. Disse que a situação era insuportável.

continua após publicidade

Os petistas se queixavam ainda da tímida participação de Marta na campanha eleitoral. Segundo eles, uma atuação mais apaixonada poderia ter ajudado Dilma em São Paulo, Estado em que perdeu para o então candidato Aécio Neves (PSDB).


SERRA

De volta a seu gabinete no Senado, Marta deverá ser vizinha de José Serra (PSDB), senador eleitor por São Paulo, em uma das alas mais nobres da Casa.
O tucano herdou o escritório de Eduardo Suplicy (PT), que perdeu a cadeira na Casa para Serra após 24 anos de mandato. Nos últimos anos, o petista dividiu os corredores da Ala Dinarte Maris com Marta Suplicy.