Política

Dilma pode vir ao Paraná no próximo dia 24

Da Redação ·
Lançamento oficial de Dilma como candidata à Presidência da República
fonte: Diretório PT
Lançamento oficial de Dilma como candidata à Presidência da República

A ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, pode voltar ao Paraná no próximo dia 24. A vinda dela está sendo negociada pelo comando estadual petista, que espera até lá fechar acordo de aliança em torno do candidato do PDT ao governo do Estado, senador Osmar Dias. A ideia é que fechada a aliança, Dilma viria ao Estado para sacramentar o acordo no Estado.
 

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As negociações tomaram novo impulso depois de encontro na última quarta-feira, em Brasília, que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra de um lado, com Osmar e o presidente nacional do PDT, ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na ocasião, Lula teria se comprometido a tentar atrair o PMDB para o palanque do senador pedetista, enquanto Osmar ficou encarregado de negociar a participação do PPS na coligação.
Permanece, porém, o impasse em torno da indicação do candidato a vice-governador.

O PDT quer a ex-presidente estadual do PT, Gleisi Hoffmann, mas lançada pelos petistas como candidata a uma das vagas no Senado. No caso do PMDB, o entrave é a pré-candidatura do novo governador, Orlando Pessuti, que assumiu o cargo na semana passada com a desincompatibilização de Roberto Requião, também pré-candidato ao Senado.
 

Para a tarde de hoje, está prevista uma nova reunião em Brasília, com a participação de Osmar, Gleisi, o presidente estadual do PT paranaense, deputado Ênio Verri, além dos ministros Paulo Bernardo e Alexandre Padilha (Coordenação Política). Segundo Verri, o encontro será uma oportunidade de detalhar e tentar avançar nas negociações deflagradas na semana passada. “Serão encaminhamentos práticos como onde o PT entra (na aliança), como fica o diálogo com o PMDB”, diz o dirigente.
 

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Segundo ele, a vaga de vice ficou reservada para algum partido que venha compor a aliança, como o próprio PMDB. Verri insiste não haver condições do PT abrir mão de Gleisi como nome para o Senado, como querem os pedetistas. “Maior disposição para a aliança que estamos tendo – trazendo o Lula para a campanha dele (Osmar) – acho difícil”, afirma, alegando que o PT nunca cogitou indicar Gleisi como vice do senador. E dificilmente esse assunto será retomado hoje. “Se com o Lula e a Dilma (na reunião) não deu, não será o presidente estadual do PT que vai mudar o quadro”, alega. Inicialmente, o encontro estadual do PT que “bateria o martelo” em torno da aliança com o PDT de Osmar estava previsto para o próximo dia 10. Acabou sendo cancelado diante do impasse nas negociações.