Política

Ratinho Júnior tem votação recorde no PR e fala em ser governador

Da Redação ·
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Ratinho Júnior tem votação recorde no PR e fala em ser governador

CURITIBA, PR - Com a maior bancada do Legislativo paranaense, Ratinho Junior (PSC) --filho do apresentador de TV homônimo-- foi o deputado mais votado do Estado, ajudou a eleger outros 11 colegas de partido e se credencia como uma das principais forças políticas do Paraná, pavimentando sua candidatura ao governo em 2018. 

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Junior, 33, fez 300 mil votos --mais que o dobro do segundo colocado. Presidente do PSC estadual, sua bancada será maior que a do PMDB (com oito deputados), PSDB (sete) e PT (que fez míseros três deputados). 

O hoje deputado federal não esconde a que veio. Desde que se candidatou pela primeira vez, aos 21 anos, fala do desejo de ser governador. 

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"Eu estou aqui hoje pedindo voto para deputado estadual. Mas quero ter a oportunidade de, daqui a alguns anos, pedir o voto para vocês para governador do Estado do Paraná", declarou durante comício na campanha deste ano. 

Agora, o objetivo parece mais próximo: além de ter ganhado experiência e projeção, com quatro eleições no currículo (já foi deputado estadual e, na sequência, elegeu-se federal por dois mandatos), tem o apoio do atual governador Beto Richa (PSDB), reeleito no primeiro turno neste domingo (5). 

A ideia, confidenciam aliados, é que ele seja candidato com o apoio do tucano em 2018. Não por acaso, espalhou adesivos nesta campanha com a frase: "Quem é Ratinho é Beto". 

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ESTRATÉGIA 

Ratinho Junior chamou a atenção do governador ao disputar a eleição para a Prefeitura de Curitiba, dois anos atrás. Foi ao segundo turno e perdeu, mas ganhou a admiração de Richa, que não conseguiu eleger seu candidato, Luciano Ducci (PSB). 

Pouco tempo depois, foi convidado para ser secretário estadual de Richa, de quem se tornou aliado político. À frente da pasta de Desenvolvimento Urbano, reuniu-se com prefeitos, firmou convênios com municípios e distribuiu obras pelo Estado. 

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A "máquina" que montou na secretaria, como contam aliados, ajuda inclusive a explicar a reeleição de Richa, que teve forte votação no interior e atribuiu muitas vezes esse sucesso às parcerias que firmou com os municípios.
Comunicativo e agregador como o pai, mas "mais sério", segundo amigos, Ratinho Junior começou a traçar sua estratégia política aos 19 anos, quando decidiu ser candidato a deputado estadual pela primeira vez. 

De uma família emergente, sem tradição na política e oriunda de uma pequena cidade do interior do Estado (Jandaia do Sul, de 20 mil habitantes), o então candidato via uma chance de consolidar uma "terceira via" de poder no Paraná. 

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"Nós representamos um novo jeito de fazer política, um novo grupo político, sem aquelas malandragens dos bastidores", disse ele. "Agora, passamos a ser um protagonista no Estado." 


VOLTA AO ESTADO 

Em 2007, depois de passagens pelo PSB e PPS, filiou-se ao PSC, justamente em busca de espaço para crescer. Tornou-se presidente estadual do partido e chegou a líder do partido na Câmara dos Deputados. 

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A volta à Assembleia é estratégica. Ratinho Junior quer ficar mais próximo do Estado, dos prefeitos e da população, rumo à candidatura ao Palácio Iguaçu. Como líder da maior bancada, promete fortalecer o Paraná --e deve agir como um trator a favor de Richa, já que o PSC integra a base de apoio ao governador. 

Na campanha deste ano, fez dezenas de carreatas ao lado do pai, como faz desde que se elegeu pela primeira vez, mas acha que sua imagem depende cada vez menos dele. 

No material de campanha, destaque para sua foto, vestindo uma camisa azul clara, e o número. Em alguns panfletos, distribuídos principalmente em bairros de periferia, mostrava os "ratinhos" que também são símbolo de sua candidatura. 

A campanha teve cerca de 250 cabos eleitorais atuando em todo o Paraná, alguns deles voluntários, segundo a coordenação. 

Pela última prestação de contas, divulgada no início de setembro, era o segundo candidato à Assembleia do Paraná que mais gastara na campanha (R$ 714 mil até então). Diz que o valor é pouco, comparado ao número de votos que conseguiu.