Por Padilha, PT vai usar propaganda de deputados contra Alckmin

SÃO PAULO, SP - Para reforçar a campanha de Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes, o PT decidiu usar parte da propaganda dos candidatos a deputados estaduais e federais na televisão para desgastar a gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição.
A ideia é que os candidatos gravem mensagens apresentando propostas de Padilha em áreas consideradas sensíveis ao tucano, como segurança pública, segurança hídrica e moradia. A estratégia foi costurada na noite deste domingo (14), durante reunião entre a cúpula da campanha petista e candidatos a deputado federal e estadual.
No encontro, foi debatida a nova fase da campanha, que elevou o tom dos ataques ao governador e também a Paulo Skaf (PMDB), segundo colocado nas pesquisas, após uma "bronca" pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além do discurso, a campanha petista ganhou um novo fôlego financeiro. Segundo a equipe de Padilha, a arrecadação passou de R$ 4,1 milhões no fim de agosto para cerca de R$ 8 milhões até sexta (12). Apenas na semana passada, a candidatura recebeu R$ 1, 5 milhão.
Na última prestação de contas, o candidato, que está na terceira colocação, declarou gastos de R$ 35 milhões. O principal gasto continua sendo com a equipe de marketing, que tem contrato de R$ 25 milhões.
Padilha disse à reportagem que está "tranquilo" em relação ao caixa da campanha. "A gente não pode comparar [arrecadação] com quem representa os mais ricos, com quem está no governo do Estado há 20 anos", provocou.
"O PT sempre conviveu com isso. Eu ficaria preocupado se não tivesse campanha e sobra campanha na rua. Na medida que a campanha vai acontecendo, vai aumentando a arrecadação. Isso não me preocupa em nada. Nos organizamos uma campanha para fazer como o PT sabe fazer, sem pagar militância", completou.
MORADIA
Padilha gravou nesta segunda-feira (15) imagens para sua propaganda no horário eleitoral no mutirão Florestan Fernandes, na zona leste de São Paulo. Ele reforçou suas propostas para a habitação e aproveitou para provocar o governador.
"Para nós, política de habitação não é brincar de fazer casinha como faz o governador Geraldo Alckmin. Uma política de habitação tem que começar com desenvolvimento urbano mais inclusivo", afirmou.
O petista pegou carona na proposta da presidente Dilma Rousseff de ampliar o programa habitacionalMinha Casa Minha Vida, prometendo se eleito, trazer 700 mil residências para o Estado. Segundo o candidato, São Paulo tem déficit de 1,5 milhão de moradias.
Ele propõe ainda a elaboração de um plano de desenvolvimento sustentável para cidades com 50 mil habitantes, fortalecer o Conselho Estadual das Cidades, construir políticas públicas de habitação participativa e priorizar a população de menor renda e a acessibilidade.
Também faz parte do pacote de habitação, rever contratos da Companhia de Desenvolvimento e Habitação Urban, fixar prazos para expedição de licenciamentos, tratar as questões de prevenção de risco nos planos e projetos de desenvolvimento urbano e regional, além de fortalecer a atuação dos órgãos de Defesa Civil.
