Política

Osmar aguarda Serra definir vice para decidir candidatura

Da Redação ·
  Na tarde de ontem, Osmar voltou a se reunir com o principal cacique pedetista, ministro Carlos Lupi
fonte: Google Imagens
Na tarde de ontem, Osmar voltou a se reunir com o principal cacique pedetista, ministro Carlos Lupi

A definição do candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) seria o último impedimento para que o senador Osmar Dias (PDT) anuncie sua candidatura ao governo do Paraná. A tendência é que, se o irmão, senador Alvaro Dias (PSDB), não for o escolhido para completar a chapa de Serra, Osmar enfrente o ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), na disputa pelo Palácio das Araucárias. Na hipótese de Alvaro entrar na briga presidencial, Osmar apenas disputará a reeleição como candidato avulso ao Senado.


O anúncio da decisão do pedetista deve se prorrogar até o final de semana. Convictos de que Osmar fechará o acordo, lideranças do PT já articulavam ontem a vinda do presidente Lula e da candidata petista à Presidência, Dilma Roussef, à Curitiba, para sacramentar a aliança na convenção estadual do partido, no domingo. No mesmo dia, o PMDB também fará sua convenção, que também pode ser o palco do anúncio do acordo.


Antes disso, os tucanos ainda esperam ter um encontro final com Osmar, que comunicaria a manifestação do diretório nacional do PDT, que impediu a aliança com o PSDB no Paraná. Embora não admita, o presidente do PSDB, deputado Valdir Rossoni, deve aproveitar o encontro para exercer todo seu poder de convencimento e tirar Osmar do caminho de Richa. Resta saber o peso dos argumentos que Rossoni terá para convencer o pedetista a disputar a reeleição em candidatura avulsa, sem os grandes palanques. A direção nacional do PDT vetou a aliança com os tucanos no Paraná, inviabilizando um acordo formal entre os dois partidos.
Caso os aliados de Richa não tenham sucesso, a candidatura de Osmar Dias ao governo poderá ser lançada no próximo domingo, quando os dois principais aliados, PT e PMDB, farão suas convenções estaduais. O evento poderia inclusive contar com a presença do presidente Lula e da presidenciável Dilma Roussef.


Nacional – O senador Alvaro Dias garante que não recebeu nenhum convite para compor como vice a chapa presidencial de José Serra. “Não fui convidado. O PSDB, DEM e PPS estão analisando criteriosamente. Serra é quem dá a ultima palavra. O comando da campanha de Serra está procurando completar a chapa da melhor forma, respeitando os aliados. Por isso a demora”, comentou Alvaro ontem pelo twitter.


Apesar das evasivas do paranaense, especula-se que seu nome teria ganho força, uma vez que o principal cotado, senador Sérgio Guerra (PE), está envolvido em denúncias de contratação de funcionários “fantasmas”. Segundo a reportagem publicada ontem pelo jornal Folha de São Paulo, oito parentes de Caio Mário Mello Costa Oliveira, uma espécie de “faz-tudo” do senador, foram nomeados em seu escritório de apoio em Recife, mas não dão expediente nem são conhecidos por quem trabalha lá.


Reuniões – Na tarde de ontem, Osmar voltou a se reunir com o principal cacique pedetista, ministro Carlos Lupi, em Brasília. Desde o início desta semana, a agenda do senador tem sido dedicada às articulações para definição de seu futuro político. Na última terça-feira, o governador Orlando Pessuti (PMDB), confirmou que abre mão de disputar a reeleição para apoiar a candidatura do pedetista.


Isolado – Informações extra-oficiais dão conta de que Osmar Dias estaria propenso a disputar o governo para não ter que concorrer a reeleição em candidatura avulsa. Nesta hipótese, o pedetista não poderia contar nem com o palanque dos petistas e nem com o dos tucanos. De quebra, ainda enfrentaria ao menos quatro adversários de peso, o ex-governador Roberto Requião (PMDB), a ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann e os deputados federais Ricardo Barros (PP) e Gustavo Fruet (PSDB).
A candidatura avulsa de Dias ainda enfraqueceria a chapa de deputados estaduais e federais do PDT no Paraná.

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