Marina diz que Petrobras "ainda tem jeito"
SÃO PAULO, SP - A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, levou mais uma vez a discussão da Petrobras para seu programa eleitoral na TV e disse que a estatal "ainda tem jeito".
Na propaganda da tarde desta terça-feira (9), a ex-senadora afirmou que é preciso "gerenciar sem influência política" e "formar uma diretoria com pessoas respeitadas" para "recuperar a Petrobras para os brasileiros".
"No atual governo, a Petrobras perdeu metade do seu valor e aumentou quatro vezes a sua dívida. Mas ainda tem jeito. Gerenciar sem influência política, valorizar os técnicos e funcionários, refazer o plano estratégico, formar um diretoria com pessoas respeitadas. Precisamos recuperar a Petrobras para os brasileiros", disse a candidata na TV.
No sábado (6), como antecipou a Folha de S.Paulo, Marina introduziu o tema da Petrobras em seu programa eleitoral e disse que, caso seja eleita em outubro, "os recursos do pré-sal vão ser usados para saúde e educação, não para corrupção", discurso que tem sido repetido diversas vezes pela candidata.
Nos últimos dias, a Petrobras virou o principal assunto da campanha eleitoral, após o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa ter listado, em depoimento em regime de delação premiada, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), os líderes do Congresso, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e o ex-companheiro de chapa de Marina, Eduardo Campos, entre os políticos envolvidos com um bilionário esquema de corrupção na empresa, segundo informou a revista "Veja", sem apresentar documentos e valores. Todos negam as denúncias.
CAETANO VELOSO
Outra novidade do programa de Marina na TV foi o depoimento do cantor e compositor baiano Caetano Veloso que afirmou que vê na candidata a representação dos "anseios de mudanças no organismo da sociedade".
"Desde que tomei conhecimento da personalidade de Marina, eu me atraí por ela como projeto político. Nesse momento, acho que ela representa os anseios de mudanças no organismo da sociedade brasileira", disse Caetano na peça.