Candidato diz que acusação de ex-diretor da Petrobras não afeta sua campanha

RIO DE JANEIRO, RJ - O governador do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), disse nesta segunda-feira (8) que as acusações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa não afetam a sua campanha eleitoral.
Neste sábado (6), a revista "Veja" informou, sem dar detalhes nem valores, que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa citou dezenas de políticos, em regime de delação premiada, que estariam envolvidos no escândalo, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e outros dois governadores.
"Não tenho envolvimento com Paulo Roberto Costa nenhum. O envolvimento que eu tinha com ele era institucional. Ele era encarregado do projeto do complexo petroquímico em Itaboraí (RJ) e se relacionava com todo o governo, com as licenças ambientais, obras de infraestrutura, de abastecimento de água, tudo que beneficiava e beneficia aquela região", disse Pezão, durante encontro com empreendedores no morro do Turano, no Rio Comprido, zona norte carioca.
O governador afirmou ainda que conversou com Cabral sobre o assunto no final de semana. "Disse que está muito tranquilo, que ele não tem problema nenhum, não tem envolvimento nenhum, e que acha muito estranho esse vazamento. Vamos esperar a Justiça se pronunciar", destacou.
Ao ser questionado sobre o aumento da violência em favelas com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), Pezão disse que "seria utopia resolver 40 anos de abandono com sete anos de governo". Ele afirmou que o policiamento foi reforçado com homens dos Batalhões de Operações Especiais (Bope) e do Choque nas maiores comunidades com UPPs como Rocinha (zona sul), Alemão e Mangueira (zona norte).
"O tráfico testa a nossa política de segurança, principalmente nas maiores favelas como Rocinha, Alemão. Às vezes, eles [criminosos] trocam tiros de um outro lugar [na favela] para falar que houve tiroteio na tentativa de desestabilizar as UPPs, mas nós estamos atentos", disse.
