Política

Skaf pode trocar palanque de Dilma por Festa do Peão em Barretos

Da Redação ·
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fonte: Foto: Ayrton Vignola/ Skaf 15
Skaf pode trocar palanque de Dilma por Festa do Peão em Barretos

SÃO PAULO, SP - Pressionado a reforçar o palanque da presidente Dilma Rouseff (PT) em São Paulo, o candidato do PMDB ao Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf, pode trocar um evento ao lado da petista para participar da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, no sábado (30).

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Dilma desembarca no fim de semana em Jales (a 585 km de São Paulo) para evento programado pelo vice-presidente, Michel Temer. A agenda faz parte de uma ofensiva da petista para diminuir a rejeição no Estado, que é o maior colégio eleitoral do país.

Skaf desconversa em relação a sua presença ao lado de Dilma, mas diante da pressão da cúpula do PMDB, admite que pode ter uma passagem relâmpago no evento. A justificativa preparada pela campanha é justamente a festa do Peão, que tradicionalmente vira palanque para candidatos ao governo em ano eleitoral.

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No sábado, a festa, que reúne em média quase 1 milhão de pessoas, terá entre as atrações principais a dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó. Com a indefinição de Skaf sobre dobradinha com Dilma, o convite distribuído pelo PMDB paulista não faz referência ao nome do candidato.

Com uma foto de Dilma e Temer, o texto fala apenas que "será a grande arrancada para o PMDB voltar ao governo do Estado e para a recondução do nosso presidente nacional Michel Temer à vice-presidência".

Petistas dizem que há expectativa em torno da presença do peemedebista. Skaf aparece atualmente na segunda colocação das pesquisas de intenção de votos, à frente do candidato do PT, Alexandre Padilha.

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Com as dificuldades de Padilha, o PT trabalha para atrair o candidato peemedebista, numa tentativa para tentar transferir votos a Dilma de um eleitorado que não é tradicionalmente ligado ao partido. Orientado pelo marqueteiro Duda Mendonça, Skaf resiste à aproximação para evitar ser contaminado pela alta taxa de rejeição de Dilma em São Paulo.

Nos últimos dois debates entre os candidatos ao governo paulista, o peemedebista ficou visivelmente irritado ao ser confrontado sobre o apoio a Dilma. Ele se limitou a dizer que votaria no vice-presidente, por uma questão de coerência com o partido.

Duda Mendonça afirmou que a estratégia da campanha para escantear Dilma é fortalecer que o candidato do PMDB é a "terceira via", quebrando a polarização entre PT e PSDB na disputa ao governo de São Paulo.

"O que ele quer deixar evidente é que está votando nela [Dilma] pelo partido dele. Para quem quer entender, entende fácil", disse o marqueteiro. "Ele diz toda hora que o adversário dele é o PT e o PSDB e então buscar uma terceira via e está incomodando", completou.