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Propaganda de candidatos ao governo do Rio começa sem presidenciáveis

Da Redação ·
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fonte: Foto: arquivo
Propaganda de candidatos ao governo do Rio começa sem presidenciáveis

RIO DE JANEIRO, RJ - Sem a exibição de presidenciáveis, a propaganda de TV dos candidatos ao governo do Rio começou nesta quarta-feira (20) com homenagem a Eduardo Campos (PSB), morto há uma semana, e pedidos de voto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

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A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, e o adversário Aécio Neves (PSDB) só apareceram nos programas de candidato ao Senado. Marina Silva (PSB) foi ignorada pelo candidato de seu partido, Romário, que homenageou Campos.

Os quatro principais candidatos ao governo, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), o deputado Anthony Garotinho (PR) e senadores Marcelo Crivella (PRB) e Lindbergh Farias (PT), apostaram na apresentação de biografias e experiências anteriores na administração pública.

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Mesmo tendo o apoio dos quatro, a presidente não foi mencionada nem apareceu em imagens em nenhum dos programas. Lindbergh apostou em Lula, que gravou uma mensagem pedindo voto para o senador. O petista também veiculou homenagem a Campos.

Já Pezão incluiu em seus nove minutos um depoimento de Cabral sobre as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na favela de Manguinhos. Com cinco candidatos a presidente em sua coligação, ele não mostrou nenhum.

Os dois apresentaram a família e suas gestões municipais: Nova Iguaçu e Piraí, respectivamente. Pezão, contudo, omitiu sua passagem como secretário de Governo na administração Rosinha Matheus, mulher de Garotinho, seu rival.

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O candidato do PR lembrou programas sociais de seu governo, que promete retomar caso eleito. Ele fez um ataque discreto à atual gestão. "O governo atual só se preocupa com marketing, propaganda". Assim como os demais, não mencionou nem mostrou Dilma.

O petista, por sua vez, insistiu em apontar suposto elitismo da gestão do PMDB a frente do Estado. "Vou derrubar o muro que separa o Rio dos ricos dos mais pobres".

Crivella usou seu minuto para divulgar sua biografia, mas omitiu sua participação na Igreja Universal, de quem pretende se desvincular durante a eleição. Ele contou ter sido "missionário na África" e que "escreveu livros e canções", mas não citou a participação da igreja nessas atividades. Disse ainda ter promovido o projeto Cimento Social com "seus próprios recursos". O programa, contudo, contou com apoio do Exército no morro da Providência.

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SENADO

A propaganda para o Senado, por sua vez, abriu espaço para Dilma e Aécio. Exonerado do Ministério do Trabalho na "faxina ética" promovida pela presidente no fim de 2011, Carlos Lupi (PDT) contou com depoimento da ex-chefe. "Lupi no Senado significa compromisso com as causas populares", disse Dilma.

César Maia (DEM) exibiu apoio de Aécio. "Vamos vencer juntos essa eleição", disse o presidenciável. Romário usou todo o tempo de TV (dois minutos) para homenagear Campos. E não citou Marina como herdeira de sua candidatura. "A luta de Eduardo agora é de todos nós."