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Skaf diz que Alckmin governa sem tesão

Da Redação ·
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Skaf diz que Alckmin governa sem tesão

SÃO PAULO, SP - No mais duro ataque feito ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) durante a campanha, o candidato do PMDB ao Palácio dos Bandeirantes Paulo Skaf estreou o horário eleitoral na TV nesta quarta-feira (20) acusando o tucano de administrar o Estado sem "tesão".

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Em direção à câmera, Skaf diz que o tucano é "simpático", mas não governa "com garra". "Não tenho nada contra o governador Geraldo Alckmin. Ao contrário, acho educado, simpático, mas sinceramente não entendo seu estilo de governar. Meio frio, meio distante, que acha sempre que está tudo muito bom", disse Skaf. Ele acrescentou que o governador "não enfrenta os problemas de São Paulo como se fosse um desafio pessoal". "Com garra, com tesão, como se fosse a coisa mais importante", cutucou o peemedebista.

Segundo a última pesquisa Datafolha, Alckmin tem 55% das intenções de voto e venceria no primeiro turno. Skaf está em segundo lugar e pontua 16%. Em 2010, Skaf disputou o comando do Estado pelo PSB, ficando em quarto lugar.

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Na peça televisiva, Skaf se apresenta como "uma nova liderança" e um político de "uma nova geração", que "não se lembra das pessoas só na véspera da eleição" e não trata a política "como um emprego".

Após o que o candidato chamou de "desabafo", a propaganda apresenta breve biografia, com destaque à sua gestão como presidente da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) e do Sesi e Senai. Ele se licenciou das entidades antes de oficializar a candidatura.

Embora o PMDB esteja na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT), não houve menções no programa à presidente ou ao vice-presidente peemedebista Michel Temer. Apenas Skaf fala na propaganda, que também dispensa a imagem de outras lideranças políticas ou cabos eleitorais.

Nos últimos meses, Skaf tem declarado que, embora seu partido seja aliado do PT nacionalmente, é adversário do candidato petista Alexandre Padilha no Estado, e não pretende fazer palanque para a presidente. As declarações provocaram atritos entre ele e Temer, já que a ordem no partido é priorizar a candidatura de Dilma.