Política

Moradores escaparam de queda de avião com ferimentos leves

Da Redação ·
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fonte: Foto: Nara Assunção/ Jornal Boqnews
Moradores escaparam de queda de avião com ferimentos leves

SANTOS, SP - Seis pessoas que estavam no local onde o avião que trazia o presidenciável Eduardo Campos caiu escaparam com ferimentos leves.

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Nos corredores da Santa Casa de Misericórdia de Santos o assunto é tratado por funcionários como "milagre".

Elas estavam no prédio residencial de dois andares e na academia que fica ao lado do edifício.

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"Tiveram escoriações leves e algumas queimaduras. Nenhuma corre riscos", disse uma funcionária do hospital.


PRIMEIROS SOCORROS

A única pessoa ainda internada é um bebê de um ano e meio que supostamente estava na academia Mahatma junto com a mãe, de 34 anos, que está entre as vítimas.

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A mãe já foi liberada, mas segue no hospital à espera da alta do bebê, que passa bem, mas deve seguir internada até amanhã.

Segundo a Santa Casa de Misericórdia de Santos, o bebê está em observação, com algumas escoriações.

A entidade informou que o primeiro atendimento ocorreu às 10h40, quando as seis vítimas do acidente que estavam em terra foram levadas para lá.

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Eram, além da mãe e do bebê, uma idosa de 78 anos, uma mulher, de 37 anos, outra criança de 9 anos, um rapaz de 29 anos, outras duas mulheres de 34 e 37 anos e duas crianças, aquela de um ano e meio, que ficou ferida, e outra de 9 anos.

ACASO

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Maria Ester Homem de Bettencourt, 45, disse que escapou por minutos do acidente. O avião atingiu os fundos da sua casa.

Enrolada em uma manta térmica após ser amparada pelos bombeiros, a psicóloga contou à reportagem que estava no quintal cerca de 15 minutos antes do jatinho cair.

"Eu estava no tanque quando senti uma dor de cabeça e fui buscar um remédio. Saí e fui para a sala. Minutos depois, ouvi um barulho muito grande", disse Maria Esther.

Após a explosão, a psicóloga viu que nada havia acontecido com ela e com seus pais, que também moram na casa. Católica, ela disse que se ajoelhou para agradecer.

"Foi quando a porta dos fundos explodiu. Eu percebi ela passando por cima de mim. Se eu estivesse em pé, teria me atingido", contou.

Após o acidente, Maria Ester saiu correndo da casa. Ela ficou boa parte do dia ao lado das equipes dos bombeiros acompanhando as buscas. Até sua casa ser liberada pela Defesa Civil, ela e seus pais ficarão na residência de parentes.