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Temer age para enquadrar Skaf após vídeo que rejeita aliança com Dilma

Da Redação ·
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fonte: Foto: arquivo
Temer age para enquadrar Skaf após vídeo que rejeita aliança com Dilma

SÃO PAULO, SP - Incomodado com nova demonstração pública de resistência a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff em São Paulo, o vice-presidente, Michel Temer, definiu uma nova ofensiva para enquadrar o candidato do PMDB ao Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf.

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Temer telefonou nesta terça-feira (29) para Skaf e avisou que, mesmo sem aval do candidato, vai mobilizar a máquina do PMDB para fazer campanha para Dilma em São Paulo, Estado que apresenta alta taxa de rejeição à petista (47%).

Segundo interlocutores, Temer foi enfático ao informar Skaf que o PMDB de São Paulo vai apoiar a reeleição de Dilma e que não cabe outra posição do diretório do PMDB no Estado.

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O vice-presidente prepara uma reunião da Executiva estadual para cobrar engajamento de deputados e prefeitos em atos a favor de um novo mandato de Dilma. Também deve ser elaborada uma nota confirmando o empenho do PMDB paulista na campanha.

O vice-presidente, inclusive, já planeja organizar entre três ou quatro eventos para Dilma participar no Estado. Temer também se comprometeu com a presidente de defender o legado de seu governo sempre que participar de atos de campanha.

No Planalto, a avaliação é de que a posição de Skaf passou a ser um problema e tem potencial até para ampliar o desgaste de Dilma em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

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A ligação de Temer foi motivada por uma mensagem de Skaf explicando ao correligionário vídeo publicado nesta segunda (28), em suas páginas na internet, no qual sugere que perguntas sobre um possível palanque em sua campanha para a presidente são coisa de quem "sabe de nada, inocente".

A frase é uma referência à música de mesmo título do grupo baiano É o Tchan, que voltou à tona após uma propaganda de televisão e virou bordão recorrente na web.

A propaganda gerou um novo mal-estar com o Planalto, após a série de declarações de Skaf nos últimos negando espaço para Dilma em sua campanha, mesmo depois da pressão e pedidos de Temer, principal cacique peemedebista em São Paulo.

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O candidato peemedebista ao governo paulista teme que a sua campanha seja contaminada pela alta rejeição de Dilma no Estado. No plano federal, PMDB é o principal aliado do PT.

De acordo com dados da última pesquisa Datafolha, apenas 20% dos eleitores de Skaf avaliam o governo de Dilma como bom ou ótimo -porcentagem menor até mesmo que a atingida entre os eleitores do candidato tucano, Geraldo Alckmin, 22%.


KASSAB

Em meio aos desentendimentos com Skaf, petistas passaram a apostar suas fichas na campanha do ex-prefeito Gilberto Kassab, candidato ao Senado na chapa do peemedebista.

Aliado do PT no plano federal, Kassab será procurado para se tornar um cabo eleitoral de Dilma em São Paulo. O pedido será para que ele destaque as ações de Dilma, inclusive, em sua propaganda eleitoral na televisão, que começa em agosto.