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Em visita a favela no Rio, Aécio não responde a perguntas sobre aeroporto

Da Redação ·
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fonte: Foto: Orlando Brito/Coligação Muda Brasil
Em visita a favela no Rio, Aécio não responde a perguntas sobre aeroporto

RIO DE JANEIRO, RJ - O senador e candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) esteve na tarde desta sexta-feira (25) em Vigário Geral, na zona norte do Rio, onde fez atividades de campanha e assistiu a uma apresentação do grupo artístico Afroreggae.

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O candidato evitou comentar sobre suspeitas de favorecimento de sua família por conta da construção de um aeroporto em Cláudio (MG), em terreno de seu tio desapropriado pelo governo do Estado. A obra foi realizada quando Aécio estava em seu segundo mandato de governador de Minas Gerais. Perguntado se utilizou a pista da cidade, onde sua família possui propriedades, disse que a matéria foi "mais que esclarecida".

"Todo homem público tem de esclarecer quaisquer questionamentos e fazer com que seus esclarecimentos possam chegar à opinião pública. Em Minas, não fiz um, fiz mais de 30 aeródromos. Em Minas, não fiz duas estradas, fizemos ligação de 229 cidades ao asfalto", afirmou o tucano.

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Ele disse ainda que, como governador, fez "milhares de licitações, sempre levando em conta o interesse público".

"Há uma exploração política e é natural que haja. Eu tenho a oferecer ao Brasil uma vida ilibada, correta", concluiu.

Aécio comentou ainda a proposta de Aloysio Nunes (PSDB-SP), candidato a vice-presidente em sua chapa, que prevê redução da maioridade penal em casos específicos. Aécio disse que a proposta teria impacto pequeno, em torno de 1% dos casos de crime cometido por menores, e restrito aos crimes hediondos. Ele disse apoiar a proposta.

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Sobre a questão diplomática envolvendo Israel e o Brasil, o candidato disse que o país está fechado ao Exterior.

"O Brasil vem tendo um política externa com viés claramente ideológico. Isso impede que o Brasil avance em acordos com a União Europeia. O Brasil fica amarrado ao Mercosul, sem flexibilização."


DILMA E PASADENA

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O candidato tucano se manifestou também sobre a decisão do TCU (Tribunal de Contas da União) de isentar de culpa pela compra da refinaria de Pasadena a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, e o conselho de administração da Petrobras, integrado por ela à época.

"Acho apenas curioso que os diretores da Petrobras sejam responsabilizados e os membros do conselho, que verificam, que têm responsabilidade formal na decisão, tenham tido tratamento diferenciado. Não pré-julgo ninguém, acho apenas que todos devem prestar esclarecimentos de questões que surgem. Acho apenas que está faltando uma palavra da presidente sobre esse caso."

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O candidato à Presidência chegou ao bairro de Vigário Geral às 12h10, acompanhado da filha, Gabriela Neves, 22 anos, e foi ciceroneado por dirigentes do grupo Afroreggae.

Durante pouco mais de meia hora, ele caminhou pelas vielas da comunidade, cumprimentou eleitores que estavam na rua e em bares do local e visitou três casas modestas da favela.

Ele foi recebido na descida de uma passarela que dá acesso à comunidade por artistas do Afroreggae que fizeram apresentações de acrobacia, dança e malabarismo. Aécio dançou com bailarinas vestidas de baianas estilizadas e chegou a se arriscar a tocar um instrumento de percussão por alguns segundos.

Depois de fazer o giro pela comunidade e conversar com os eleitores - muitos diziam não saber quem era Aécio - ele foi para a Praça Tropicalismo, onde o Afroreggae fez uma apresentação mais densa, com grupos de pagode, percussionistas e bailarinos.

Na volta, visitou um restaurante de Vigário Geral e seguiu para o aeroporto, de onde deverá partir para São Paulo.