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Em novo embate, Padilha diz que Alckmin trata saúde como mercadoria

Da Redação ·
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fonte: Foto: Paulo Pinto/ Analítica
Em novo embate, Padilha diz que Alckmin trata saúde como mercadoria

SÃO PAULO, SP - A situação financeira da Santa Casa de São Paulo provocou um novo embate entre os candidatos na sucessão ao governo do Estado.

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Após o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição, responsabilizar o governo federal pelo endividamento do hospital filantrópico, o candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, subiu o tom nesta quinta-feira (24) e disse, por meio do Twitter, que o tucano trata a saúde como mercadoria.

Os atendimentos de urgência e emergência no pronto-socorro da Santa Casa foram interrompidos por quase 30 horas desde terça-feira (22). A instituição justificou que a medida foi tomada por causa de uma dívida de R$ 50 milhões com fornecedores, que a deixou sem materiais e medicamentos.

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O serviços foram retomados após a gestão Alckmin decidir liberar R$ 3 milhões de forma emergencial, para pagamento de fornecedores, e solicitar uma auditoria. A movimentação provocou um bate-boca do governo tucano com o governo Dilma Rousseff.

O Ministério da Saúde acusou o Estado de não repassar R$ 74,7 milhões da verba dada pela União ao hospital por meio do Estado. O governo local ainda não se manifestou sobre o repasse.

Alckmin atacou o governo alegando que as dívidas, entre outros motivos, se devem ao fato de a tabela do SUS (Sistema Único de Saúde) não ter sido reajustada nos últimos dez anos e ao subfinanciamento da área da Saúde.

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Ex-ministro da Saúde do governo Dilma, Padilha rebateu pelo Twitter. "Só quem enxerga saúde como mercadoria para falar de tabela. No ministério da Saúde mudamos: mais recursos vinculados à qualidade", disse o candidato. "As Santas Casas e os Filantrópicos são grandes parceiros e precisam de apoio como fizemos: Mais recursos condicionados à qualidade", completou.

Nas últimas semanas, tucanos e petistas trocam provocações públicas sobre a crise de abastecimento da água e ainda as denúncias de formação de cartel em contratos dos metrôs de São Paulo.