Política

Osmar Dias define hoje se disputa o governo ou o senado

Da Redação ·
 Osmar Dias prometeu anunciar hoje sua decisão
fonte: Google Imagens
Osmar Dias prometeu anunciar hoje sua decisão

O senador Osmar Dias (PDT) promete anunciar, hoje, se disputará o governo do Estado nas eleições de outubro ou se apoiará a candidatura do ex-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), concorrendo à reeleição para o Senado. O acordo entre pedetistas e tucanos, que chegou a ser dado como certo no início da semana, parece ter sofrido uma reviravolta nas últimas 48 horas, depois de uma série de encontros políticos.

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Nas últimas duas noites, Dias recebeu em sua casa em Curitiba o governador Orlando Pessuti (PMDB) e emissários do presidente Lula (PT), que tentam construir um palanque forte para a candidata a presidência, Dilma Roussef (PT). Assim, nos bastidores da política nativa, a bolsa de apostas passou a apontar para uma possível composição PDT/PT/PMDB, com Osmar Dias na cabeça de chapa, um candidato a vice-governador indicado pelos peemedebistas e com Gleisi Hoffmann (PT) e o ex-governador Roberto Requião (PMDB) disputando o Senado.

Entre as possíveis indicações do PMDB, os deputados federais Marcelo Almeida e Rodrigo Rocha Loures são os mais cotados. Pesa o fato de ambos terem base eleitoral em Curitiba, justamente o principal reduto de Beto Richa.

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Ventríloquo — Apesar de evitar dar qualquer declaração que sinalize uma tendência, Dias ontem, pela primeira vez, polemizou com os tucanos. Com declarações fortes, o pedetista voltou a rebater as afirmações do presidente do PSDB do Paraná, deputado Valdir Rossoni, que garantiu que Richa teria o apoio do PDT. “Ele (Rossoni) foi um imprudente, um irresponsável. Não preciso de ventríloquo para falar por mim”, disparou.

Questionado se a decisão poderia ser anunciada ainda ontem, Dias descartou. “Hoje não. Ainda preciso ter algumas conversas. É isso mesmo, amanhã. Espero que não passe de amanhã”, disse referindo-se a esta quinta-feira. A Convenção Estadual do PSDB para lançar a candidatura de Richa está agendada para sábado, o que aumenta a pressão por uma decisão do pedetista.

Dias havia condicionado sua decisão à Convenção Nacional do PDT, ocorrida no último sábado, que baixaria instruções sobre as alianças nos Estados. Como a Executiva Nacional fechou o apoio a Dilma, o presidente do PDT, ministro Carlos Lupi, autorizou Dias a alinhar-se com o PSDB. Mas ressalvou que ele não pode aparecer no palanque de José Serra (PSDB) no Estado.

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Se desistir de disputar o governo, Dias concorrerá a reeleição com o apoio dos tucanos e indicaria o vice de Richa – o deputado estadual Augustinho Zucchi (PDT) sonha com a indicação. Já está definido que o presidente do PP, deputado federal Ricardo Barros, será o outro candidato a senador na chapa encabeçada por Richa.

Apertada — A confirmação da candidatura de Osmar Dias ao governo, daria emoção a disputa, já que as mais recentes pesquisas indicam que apenas 6 pontos percentuais o separam do favorito, Beto Richa.

Ao longo da campanha, o pedetista poderia ainda se beneficiar da onda de crescimento da presidenciável petista Dilma Roussef – que já aparece em igualdade de condições com o tucano José Serra – e com cerca de 10% do eleitorado que manifesta preferência por Orlando Pessuti nas sondagens.

Em 2006, o próprio Osmar Dias esteve bem próximo de conquistar o Palácio das Araucárias. Naquele ano, a decisão foi para o segundo turno e Requião venceu por diferença de apenas 10,5 mil votos.