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Em meio à ressaca do futebol, Campos cancela agenda de campanha no NE

Da Redação ·
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Em meio à ressaca do futebol, Campos cancela agenda de campanha no NE

BRASÍLIA, DF - Em meio à "ressaca" dos 7 a 1 aplicados pela Alemanha sobre a seleção brasileira, o candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB) desistiu de dar nesta quarta-feira (9) o pontapé inicial da campanha no Nordeste.

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Estava prevista para esta quarta uma visita do candidato a Fortaleza, mas a agenda de campanha divulgada pouco depois do apito final no Mineirão informou que ele não teria compromissos públicos nesta quarta.

A assessoria de imprensa de Campos afirma que o cancelamento não teve a ver com a partida e sim com a ideia de se planejar uma visita mais ampliada ao Estado, incluindo cidades do interior.

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Alguns assessores, porém, embora reforcem que a visita havia sido cancelada antes da derrota histórica da seleção, afirmam que a decisão também levou em conta a necessidade de evitar a realização de um evento de campanha no dia posterior a uma eventual eliminação da seleção, que acabou se confirmando.

A campanha pessebista diz que, por ora, está mantida a previsão de visita do candidato a São Luís (MA) nesta quinta e a Natal e Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia seguinte.

Sobre o resultado do jogo, Campos se manifestou brevemente na terça-feira (8) no Facebook, afirmando lamentar o resultado, mas ressaltando que "o povo brasileiro fez uma festa linda durante toda a Copa" e que o país voltará fortalecido em 2018.

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Sua vice, Marina Silva, também se manifestou pela rede social, afirmando que o futebol brasileiro terá que tirar lições dessa derrota.

"Estamos tristes pelo que aconteceu hoje em campo. Mas temos que continuar a acolher e a cuidar desses jovens atletas da nossa seleção, vários deles promissores, que pela frente nos darão muito orgulho e alegria".

Nos bastidores, assessores da campanha dizem acreditar que com o final do clima de entusiasmo com a participação da seleção na Copa os eleitores passarão a dar mais atenção aos reais problemas do país e voltarão a cobrar com mais ênfase o governo Dilma Rousseff.