Política

Deixo o Supremo com alma leve, diz Barbosa sem pensar na política

Da Redação ·
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fonte: Foto: Nelson Jr./SCO/STF
Deixo o Supremo com alma leve, diz Barbosa sem pensar na política

BRASÍLIA, DF - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, afirmou nesta terça-feira (1º) que deixa a Corte com o sentimento de dever cumprido e "a alma leve", mas sem pensar em uma carreira política no futuro.

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"A partir do dia em que for publicado o decreto da minha aposentadoria, de minha exoneração, serei cidadão como outro qualquer, absolutamente livre para tomar posições que entender necessárias e apropriadas", afirmou Barbosa.

Apesar de aparecer com números expressivos nas pesquisas eleitorais de intenção de voto, Barbosa não pode se candidatar nas eleições 2014 por não ter se filiado a um partido político no prazo definido por lei. "Eu não tenho esse apreço todo pela política no dia a dia. Isso não tem grande interesse para mim", disse Barbosa.

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Perguntado sobre a possibilidade de candidatar-se no futuro -como no pleito de 2018- ou em relação apoios políticos nas eleições de 2014, Barbosa afirmou não acreditar nessa hipótese.

"A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudo e reflexão", disse ele, antes de explicar a política deve ter um senso bem elevado, "examinada pela ótica das relações entre os estados e as nações".

Perguntado sobre como deixava o STF, Barbosa afirmou que saia da Corte "absolutamente tranquilo, com a alma leve, [e com] aquilo que é fundamental para mim: o cumprimento do dever".

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Segundo ele, foi "um período de privilégio imenso, de tomar decisões importantes para o nosso país". "Não em razão da minha atuação individual, mas coletivamente, o Supremo Tribunal Federal, teve um papel extraordinário no aperfeiçoamento da nossa democracia", afirmou Barbosa.

Primeiro negro a assumir a presidência do STF, Barbosa, 59, comandou a sua última sessão na mais alta corte do país nesta terça.

Ele anunciou há um mês sua aposentadoria do Supremo, onde poderia permanecer até 2024, quando completará 70 anos -idade em que os ministros são obrigados a deixar o cargo.