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Polícia detém grevistas que estavam na estação Ana Rosa do metrô em SP

Da Redação ·
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fonte: Foto: Oswaldo Corneti/ Fotos Públicas
Polícia detém grevistas que estavam na estação Ana Rosa do metrô em SP

SÃO PAULO, SP - Um grupo de grevistas que estava dentro da estação Ana Rosa do metrô foi detido pela Polícia Militar na manhã desta segunda-feira, em São Paulo. No total, 13 pessoas foram encaminhadas para o 36º DP (Vila Mariana).

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De acordo com o major Robson Cabanas, o cadeado de um portão foi estourado e um grupo, que estava retido pela PM no local, saiu.

"Conversamos de 4h às 6h com os trabalhadores do metrô, mas eles se recusaram a sair. A partir das 6h10, quando quiseram sair, já não era mais possível, porque estava decidido que todos seriam fichados", afirmou Cabanas.

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Por volta das 5h, cerca de 50 pessoas --a maioria ligada a movimentos estudantis e ao MPL (Movimento Passe Livre)-- impediram o trânsito no sentido bairro da rua Vergueiro em frente a estação Ana Rosa --a estação faz a ligação entre as linhas 1-azul e 2-verde do metrô. Eles queimaram pedaços de madeira e outros objetos para fechar a rua.

A Tropa de Choque liberou a via com bombas, por volta das 6h30. Houve correria em meio ao congestionamento que se formou na rua Vergueiro.


A GREVE

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Apesar de decisão da Justiça considerando a greve abusiva, os metroviários de SP decidiram em assembleia neste domingo (8) continuar a greve iniciada na quinta-feira (5).

Segundo o Metrô, a linha 1-azul começou a operar às 6h20, entre as estações Paraíso e Luz. Às 7h45, a linha 2-verde passou a funcionar no trecho entre Ana Rosa e Clínicas.

A linha linha 3-vermelha funciona desde às 5h30 entre Bresser-Mooca e Santa Cecília. A linha 5-lilás funciona sem restrições. A linha 4-amarela, operada pela iniciativa privada, também funciona normalmente.

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Neste domingo, os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho também determinaram que o reajuste salarial dos trabalhadores deverá ser de 8,7%, índice oferecido pelo Metrô. Os metroviários pediam 12,2%.

O TRT determinou ainda uma multa de R$ 500 mil para cada novo dia parado, e de R$ 100 mil para os quatro dias anteriores ao julgamento.