Política

Cidade não pode ficar à mercê de grevistas, diz comandante da PM

Da Redação ·
Os metroviários em greve tentaram impedir o acesso à estação de funcionários que não aderiram à paralisação.
fonte: Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Os metroviários em greve tentaram impedir o acesso à estação de funcionários que não aderiram à paralisação.

SÃO PAULO, SP - O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Meira, disse nesta sexta-feira (6) que a cidade não pode ficar "à mercê de meia dúzia de grevistas que param todo o sistema" de Metrô. Ele defendeu a ação da PM na estação Ana Rosa, na região do Paraíso, zona sul de São Paulo, na qual balas de borracha e bombas de efeito moral foram usadas para dispersar grevistas.

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Os metroviários em greve tentaram impedir o acesso à estação de funcionários que não aderiram à paralisação. "O que é mais importante? O transporte coletivo de milhares de pessoas de um grupo pequeno que quer impedir trabalho dos companheiros e promovendo atos de sabotagem?", disse. Meira disse que colocou policiais da Força Tática, tropa de elite da corporação, nas estações Ana Rosa (linha 1-azul e 2-verde) e Bresser (linha 3-vermelha) porque o governo havia recebido informação, ainda na quinta (5), de que grevistas tentariam fechar as estações -o que ocorreu.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), segundo o comandante da PM, determinou que a polícia desse garantias para permitir o acesso às estações de quem quisesse trabalhar. "A polícia é a responsável pela manutenção da ordem. Se a ordem é quebrada, como faço para restabelecer? Ou pelo diálogo, ou por meio de força física ou pelo emprego de munição química."