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Campos cita passado do PMDB para justificar acordos regionais

Da Redação ·
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Campos cita passado do PMDB para justificar acordos regionais

PORTO ALEGRE, RS - O pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) elogiou nesta quarta-feira (4) o passado do PMDB para justificar o acordo com o partido em palanques regionais.

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Campos passou o dia em compromissos no Rio Grande do Sul, onde vai apoiar o peemedebista José Ivo Sartori na disputa para o governo.

Em entrevista em Porto Alegre, ele disse que o apoio ao PSB de figuras como Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) estimula os peemedebistas a "reencontrarem" a sua linha histórica.

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Em sua justificativa, Campos disse ainda que o PMDB já fazia "nova política" quando, décadas atrás, se uniu em torno de causas como a redemocratização, as Diretas Já e a anistia.

"A unidade do PMDB daqui [do Rio Grande do Sul] está animando o PMDB autêntico do Brasil afora. O PMDB do Rio Grande do Sul e o de Pernambuco sempre foram referência."

O ex-governador de Pernambuco também citou o PMDB de Mato Grosso do Sul, onde vai se aliar ao pré-candidato peemedebista ao governo, Nelson Trad.

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Questionado sobre críticas que fez em abril ao senador José Sarney (PMDB-AP), o pré-candidato do PSB disse: "Ele foi Arena, PDS. Foi ser PMDB em uma situação própria."


DILMA

Na entrevista, Campos foi questionado sobre as diferenças entre os governos de Dilma Rousseff e de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Disse que faz críticas à presidente porque ela é a candidata e "não entregou" aquilo com que se comprometeu. O ex-governador falou que chegou a hora de "julgar" a presidente.

"É como um aluno na sala de aula. A gente pode gostar dele, tem um bom comportamento. [Mas] tem o dia da prova. Ele não estudou. Terminou o tempo da prova, você pega os quesitos e ele não respondeu. Você tem que ter a coragem de dar a nota para ele."

Campos também atacou a gestão da economia pelo governo. Disse que as mudanças anunciadas nesta quarta (4) nas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que classificou de "idas e vindas", não ajudam a retomar a confiança na economia.